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ARTE

Artista plástica Adriana Ramalho inaugura exposição 'Jardins da Cidade'

Com dez obras, exposição estreia nesta segunda-feira (18), na L’Amazonie Galerie D’art, e deve ficar aberta para visitação até março de 2018 17/12/2017 às 16:36 - Atualizado em 17/12/2017 às 17:02
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Mostra traz o resultado de um estudo de paisagens abstratas que misturam o verde da Amazônia com o cinza urbano de São Paulo (Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Acostumada com a vida em meio ao verde predominante da Amazônia, a artista plástica Adriana Ramalho sofreu um choque com a mudança de ares ao partir para novos desafios em São Paulo, onde vive há 13 anos. O contraste entre a vida cercada pela maior floresta tropical do mundo com a nova rotina no cinza da capital paulista foi o mote para que a pintora desse vida às dez obras de sua exposição “Jardins da Cidade” que inaugura na segunda-feira (18), a partir das 18h, no mais novo espaço colaborativo de artistas da cidade, a L’Amazonie Galerie D’art, localizada na rua Rio Nova Prata (antiga Rio Juruá), Vieralves.

As dez obras ficarão em exposição até o dia 10 de março, com visitações abertas de segunda a sexta, de 9h às 17h30, e nos sábados com horário marcado. Todos os quadros foram produzidos ao longo do ano de 2017 e misturam técnicas mistas sobre papel com o uso de lápis especiais, nanquim e caneta em um trabalho que une formas, cores e texturas. Para criá-las, a artista se aprofundou em uma busca por novas formas de trazer cenários abstratos para as telas.

“Essas obras que serão expostas fazem parte da minha pesquisa plástica. Elas estão sempre envolvidas na construção de paisagens abstratas onde trabalhei muito as texturas. São texturas da natureza e também falo que são texturas da cidade, principalmente da cidade de São Paulo”, explica Adriana.

Influência Amazônica

Nascida em Manaus, Adriana viveu na cidade até os vinte e quatro anos, quando partiu rumo a São Paulo para estudar artes plásticas. Apesar dos quase quatro mil quilômetros que separam as duas capitais, a pintora afirma não deixar as raízes amazônicas de lado, sendo elas as principais responsáveis pela estética e resultado final das obras do “Jardins da Cidade”.

“A Amazônia tem uma influência completa sobre as obras, inclusive elas têm o foco dessa convivência com a proximidade da floresta. Foi justamente o choque de mudança radical de sair de Manaus e morar no Centro de São Paulo, um lugar super populoso onde quase não tem espaço que resultou na exposição. Essa quantidade de concreto e de distância da natureza fez com que eu trabalhasse dessa forma”, diz a artista plástica.

Novo espaço

A exposição de Adriana marca uma nova fase para as artes plásticas amazonense. Isso por que a mostra que trará os quadros de “Jardins da Cidade” será a primeira do mais novo espaço para os artistas locais. A L’Amazonie Galerie D’art chega com a proposta de oferecer, além das obras, o primeiro espaço de trabalho colaborativo exclusivo para artistas. Para Adriana, o sistema de coworking do espaço é uma forma de fomentar uma discussão saudável que pode ser refletida positivamente nas obras a serem produzidas.

“A colaboração entre artistas e a troca de referencias estão sempre presentes na vida dos artistas. É conversando sobre as ideias que a gente desenvolve o trabalho. Pelo menos é assim que acontece em São Paulo, para onde me mudei pra estudar artes plásticas. Em Manaus ter isso é incrível, não sei como as coisas estão por aí hoje, mas antes era difícil esse contato”, lembra a artista plástica.