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Entretenimento
Crítica da Paisagem

Artista visual amazonense é selecionado para a 31ª edição do Arte Pará

Stoco foi um dos 25 selecionados por um júri presidido pelo crítico de arte e curador Paulo Herkenhoff. Ao todo, o Arte Pará recebeu 525 inscrições de artistas de todo o Brasil 19/09/2012 às 09:19
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Temas das obras de Stoco gira em torno da crítica da paisagem amazônica
Rosiel Mendonça Manaus, AM

O artista visual amazonense Sávio Stoco acaba de ser selecionado para a 31ª edição do Arte Pará, mostra coletiva que tem abertura marcada para o dia 11 de outubro, no Museu Histórico do Estado do Pará, em Belém. Stoco foi um dos 25 selecionados por um júri presidido pelo crítico de arte e curador Paulo Herkenhoff. Ao todo, o Arte Pará recebeu 525 inscrições de artistas de todo o Brasil.

“Fiquei surpreso com o resultado, porque mesmo tendo uma trajetória que considero recente, me preocupo em ter uma formação. Além disso, o Arte Pará é um evento com uma história exemplar e uma curadoria de peso”, declarou Stoco, que atualmente vive na ponte aérea Manaus-São Paulo por conta do mestrado em Artes Visuais que está fazendo na Unicamp.

TRABALHOS

“Inacabando”, “Amazônia, Esfinge II” e “Espelho II” são as três obras que Sávio Stoco inscreveu no edital do 31º Arte Pará, mas o artista ainda não sabe qual delas entrará na mostra coletiva. “Não sei se será apenas uma ou as três, mas espero que todas entrem!”, afirmou.

As obras fazem parte da exposição “Amazônia, Esfinge” que Stoco apresentou entre os meses de fevereiro e março em Belo Horizonte (MG) depois de ter sido contemplado com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011. Com inspiração buscada em uma tela de Moacir Andrade, a exposição de Stoco contribui para a percepção das imagens clichê da região amazônica.

CONTEXTO

Segundo o artista, a três obras não perdem o contexto fora da exposição original. “Elas têm uma existência própria e funcionam bem separadamente”, garantiu. Enquanto “Amazônia, Esfinge II” representa a forma como os turistas e os próprios habitantes veem a região, “Espelho II” propõe uma reflexão sobre a paisagem natural inserida no meio urbano manauara.

Por sua vez, “Inacabando” tem a ver com a imagem turística da Amazônia que circula pelo mundo. “A sequência dos três livros abertos representa a persistência de uma imagem que considero um clichê da região”, explicou Stoco.