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Artistas amazonenses se preparam para participar do sexto Fórum Social Pan-amazônico

Quem está encarregado de organizar a ida do movimento cultural amazônico ao Fórum deste ano é o escritor e dramaturgo Ribamar Mitoso, que já está em contato com os estados que compõem a Amazônia Brasileira 23/07/2012 às 08:24
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Cultura alternativa em circulação
ROSIEL MENDONÇA ---

A pluralidade artística marcou a 2ª Polienal, evento realizado na sexta-feira, dia 20, na quadra do Sinttel. O evento contou com a participação do DJ Marcos Tubarão, além de escritores e artistas plásticos, que tiveram espaço para expor seus trabalhos. Idealizada por escritores independentes de Manaus, a Polienal foi pensada como um espaço de diálogo e circulação da cultura alternativa. A segunda edição do encontro foi pautada principalmente pela participação dos artistas amazonenses no VI Fórum Social Pan-amazônico, que vai ser realizado em dezembro, na cidade de Cobija, Bolívia.

Quem está encarregado de organizar a ida do movimento cultural amazônico ao Fórum deste ano é o escritor e dramaturgo Ribamar Mitoso, que já está em contato com os estados que compõem a Amazônia Brasileira. “Vamos discutir o que avançou e o que não avançou desde o primeiro Fórum. Dentre os eixos temáticos do encontro estão a efetivação dos direitos humanos na Pan-amazônia e os aspectos da comunicação, cultura, educação e arte na região”, explicou.

Editora Virtual
Durante a Polienal, Mitoso fez o pré-lançamento do seu livro “Manaus Inc.: Contos Amazônicos na Desglobalização”, que está prestes a ser lançado em formato de e-book por uma editora inglesa. O escritor também expôs a ideia da Editora Virtual de Escritores Amazônicos e Panamazônicos, espécie de cooperativa editorial criada com o objetivo de democratizar e valorizar a criação literária.

 “A ideia da editora virtual é ocupar o espaço da Internet tendo como pano de fundo uma preocupação ambiental, através da redução do consumo de papel. Em segundo lugar, existe uma preocupação econômica, contrária à divisão de lucros de acordo com um padrão capitalista internacional. Por isso que os autores não vivem de livro, eles vivem de literatura. A editora virtual vem com a proposta de quebrar essa distribuição injusta do produto final", explicou Mitoso. De acordo com ele, a intenção é implementar o projeto em Manaus e apresentá-lo durante o Fórum Pan-amazônico. ”Desde a 1ª Polienal nós já tivemos seis reuniões para estruturar a editora. Mais de quinze autores já aderiram à proposta e, até dezembro, vamos ter mais tempo para amadurecer a ideia e ganhar a adesão de mais autores“, disse.

Titulo em duas linhas

A ONG Espaço Favela foi outro movimento que se fez presente durante a 2ª Polienal. Criada em 2011, pelo grafiteiro Michel Pires, a organização desenvolve diversas atividades sociais no Jorge Teixeira. Em meio à realidade de violência vivida pelos moradores da comunidade, a ONG oferece capacitação artística e profissional para ajudar os jovens do bairro a trilharem seus próprios caminhos. Segundo Michel Pires, atual presidente do conselho da Espaço Favela, as parcerias com outras entidades também são um elemento essencial para a existência da organização, que está em processo de formalização legal. "Esse ano as portas se abriram pra gente. Conseguimos o patrocínio de um empresário da cidade, que colocou à nossa disposição um ônibus que ajuda no transporte dos nossos alunos", disse. Michel conta que a principal dificuldade encontrada pelo grupo ainda é a falta de um espaço próprio.