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artistas slash generation

Artistas da Geração faz-tudo mostram versatilidade em diversas áreas de atuação

Conheça alguns artistas que são da " slash generation", ou seja, que transitam por muitos segmentos culturais 19/02/2012 às 10:30
Show 1
Paulo Trindade, 27, trabalha com artes visuais, focando em moda e design gráfico
Rafael Seixas Manaus

A Internet permitiu uma facilidade no acesso à informação e ao conhecimento. Isso é fato. Essa ferramenta trouxe, ainda, uma cobrança tremenda: a de se manter sempre atualizado. Por este motivo, não é de se impressionar ver pessoas e mais pessoas desenvolvendo inúmeras atividades distintas. Um desses grupos que se vira literalmente nos 30 é conhecido como “slash generation”, uma galera que faz de tudo, jogando em diferentes segmentos da cultura.

Multifunções

Uma pessoa que cai bem nesse conceito é Mateus Esteves, que é DJ, produtor de eventos – ele é um dos criadores da festa alternativa “Chickens Can Fly” –, diretor de arte, designer estratégico e empresário. Ufa! Para o jovem, de 28 anos, é de suma importância ter coerência e conhecer os tipos de intermídia.

“Por mais sonoro que seja ser DJ é importante ter noções visuais, de experiência porque, querendo ou não, uma festa movimenta um usuário. Na ‘Chickens’, pensamos (ele e Rafael Froner – seu sócio) nos drinks, brindes que serão sorteados e que tenham a ver com a temática. Criamos um ambiente singular, porque não iria fazer sentido tocar uma música diferente e só ter uma cerveja comum para beber”, exemplifica.

Contudo, Esteves deixa claro que, apesar das suas várias atividades, sua prioridade é a de designer: “A ‘Chickens’ é o meu projeto paralelo, mistura de hobby com profissão. Tentamos fazer o evento o mais profissional possível, mas não deixa de ser um lazer”, fala o DJ. “Hoje todo mundo faz um pouquinho de tudo. Acredito que cada um se destaca mais num segmento que em outro, por mais que se tente. Hoje em dia é muito fácil pesquisar uma mídia. Acho que a ansiedade e a angústia sempre foram matérias-primas para qualquer tipo de arte”, complementa o designer.

Visuais/ moda/ designer

 Outro representante dessa classe é Paulo Trindade, 27 anos, que trabalha com artes visuais, focando em moda e design gráfico. Ele, que é formado em Artes Plásticas e integra o Coletivo Difusão, sempre transita em outras linguagens, tendo que entender, às vezes, contextos que não pertencem à sua área de formação. “Na brincadeira da vida, a gente vai ter que se articular para entender esse processo do que é ser um cidadão do século 21, que é uma pessoa que está mais conectada. A minha geração já é mais lenta em relação à que está nascendo”, explica Trindade.

Complementar

“Dentro do universo da arte de hoje, ainda que você possa trabalhar especificamente dentro de um segmento, para dar conta de uma produção dentro desse universo contemporâneo, é necessário entender um pouco mais dos outros campos. Isso só agrega para sua produção. Essas coisas são do nosso tempo, do universo que vivemos, com tantas informações e influências, que acabam mudando nossa própria prática de produção”, expressa Valdemir de Oliveira, 39 anos, professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que trabalha também com performance de dança, produção cultural e videodança, entre outros.

 Enfim, a tendência é sempre agregar mais funções e conhecimento aos indivíduos, com isso a produção cultural do Estado e do mundo chegará a outro patamar. Mais amplo e plural.