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Artistas lamentam a morte do sambista Dicró

Aos 66 anos, o músico teve um enfarte na noite desta quarta-feira (25), em sua casa, em Magé, na Região Metropolitana do Rio 26/04/2012 às 10:38
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Dicró ficou conhecido pelas letras de músicas que satirizavam as sogras
uol/música ---

Atores e humoristas comentaram a morte do sambista Carlos Roberto de Oliveira, o Dicró, que ganhou notoriedade por criar letras bem-humoradas e com duplo sentido. Aos 66 anos, o músico teve um infarto na noite desta quarta-feira (25), em sua casa, em Magé, na Região Metropolitana do Rio. Horas antes, o músico havia passado por uma sessão de hemodiálise. Ele sofria de insuficiência renal e diabetes. Antes de passar mal, ele reclamou de dores de cabeça. Chegou a ser encaminhado ao Hospital Central de Magé, mas não resistiu.

No Twitter, o rapper MV Bill lamentou a morte do sambista. "Dicró, eterno sindico do piscinão de ramos", escreveu. Em outro comentário, Bill disse que gostaria que a notícia da morte do músico fosse somente um boato. Tom Cavalcanti lembrou a música "Bingo da Sogra", sucesso de Dicró. "Vou fazer um Bingo la na casa da Vovo.Vai com Deus meu amigo Dicro", publicou o humorista.


O rapper Emicida escreveu, também no Twitter, que ficou com os olhos cheios de lágrimas quando soube da morte de Dicró. "As duas gerações que vieram antes da minha, foram abençoados com a oportunidade única de ver surgir tantos artistas únicos, mágicos. Talvez a maior tristeza da minha geração, seja ver tantos desses ícones partirem. Não que não tenhamos bons artistas hoje. Mas um vazio, uma saudade, é sempre uma saudade. E Dicró é dos caras que vão deixar muita saudade. Que a terra lhe seja leve malandro", escreveu

Vida e obra de Dicró

O sambista teve vários empregos, como pintor, vendedor de jornais e de pintinhos antes de começar a compor sambas com letras de humor escrachado na década de 70. Na década de 1990, formou parceria com os sambistas Moreira da Silva e Bezerra da Silva, encontro que resultou no álbum 'Os 3 malandros in concert'.

Frequentador da praia de Ramos, suas músicas retratam de forma satírica o cotidiano dos subúrbios, principalmente a Baixada Fluminense. É autor dos álbuns "Barra Pesada" (1978), "Funeral do Ricardão" (1984), "O Bingo da Sogra" (1984) e "Dicró no Piscinão" (2002).

O nome Dicró teria vindo das iniciais do seu nome, CRO, registrado nas letras de samba, e que, com a pronúncia e erros tipográficos, passou de "De CRO" para "Di CRO".

Em 2010, o sambista participou do quadro "Verão Bacana", no Fantástico, em que atuou como uma espécie de "repórter por um dia" em eventos bacanas pelo Brasil. Dicró fez matéria com os ricaços de Santa Catarina, mostrou seus conhecimentos de moda na SPFW, passeou por Búzios e foi até a um cruzeiro na Bahia.