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Entretenimento
Alma Cabocla

As delícias de curtir as belezas amazônicas

Muitos cantinhos naturais são verdadeiros oásis desconhecidos até por moradores de Manaus que não sabem o que estão perdendo! 15/04/2012 às 18:19
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O manauense e visitantes podem se deslumbrar com belas paisagens
Rafael Seixas Manaus

Viver nas grandes metrópoles do País, às vezes, pode ser algo estressante, cansativo e irritante. Afinal, é engarrafamento pra lá, poluição pra cá e cobranças do dia a dia que não param de chegar. Mas, apesar de tudo, alguns moradores da calorosa Manaus nem esquentam suas cabeças com isso, porque sabem que vivem num verdadeiro oásis tropical! O BEM VIVER apresenta três homens de “alma cabocla”, ou seja, que adoram curtir a vida junto da natureza, vivendo grandes aventuras no embalo do banzeiro amazônico.

Um desses rapazes é o empresário Rogério Bessa, proprietário da Pizza à Bessa, que pelo menos duas vezes na semana tenta manter esse contato com a natureza. “Saio de lancha, aproveitando a cheia do rio Negro, quando para a navegação fica mais propício. Faço passeios nos igapós, visitas em comunidades e na época da seca do rio é que começa a melhor parte: organizamos grupos de amigos para a pesca esportiva do tucunaré. A partir daí, os rumos são os mais distantes e distintos, que vão desde uma pescaria próxima da cidade, como no rio Mamori, até no município de Barcelos (Amazonas)”, diz Rogério Bessa.

Dicas

 O jovem recomenda, para quem deseja um passeio por perto da cidade, áreas das comunidades do Tarumã, passeios em igapós. Para quem gosta de praticar esportes radicais tem a opção de aulas de wakeboard, barefoot, SUP (stand up paddle), parasail, entre outros, com a empresa Amazônia Ecolazer (amazoniaecolazer.com.br). E os que preferem uma típica refeição regional nada melhor dos que os restaurantes-flutuantes da Doró e do Peixe Boi, ambos localizados no Tarumã.

Mergulhinho

Já César Alcon Ribeiro, diretor de criação da empresa Principal Publicidade, que é paulista, revela que todo domingo o mergulho no rio é de lei. “Junto alguns amigos para comer um peixe e ficar de bubuia. E quando estamos com mais tempo e disposição, vamos acampar em Presidente Figueiredo, tomar um banho de cachoeira e deixar as energias negativas para trás”, fala Alcon, que aproveita para relembrar uma das de suas aventuras.

 “Em 2008, trabalhava em uma agência de publicidade, tive uma manhã muito estressante. Saí da sala de criação pra respirar, o Sol lá fora estava fantástico. Voltei pra sala de criação e falei: ‘Estou indo almoçar na Praia da Lua, quem está dentro?’ O carro foi lotado, levei multa por excesso de velocidade, mas foi o almoço mais revigorante que já tivemos. Pela tarde a equipe trabalhou sorridente, mesmo com uma manhã complicada”.

Da infância

O universitário do curso de Comunicação Social - Jornalismo, Herlam Glória, é acostumado desde pequeno a fazer passeios de barco e a ir até banhos na estrada e em sítios. De acordo com ele, esse tipo de contato é fundamental. “Fui acostumado desde pequeno pelo meu pai (Hermes), que gosta muito de pescaria e acabei por gostar deste entrosamento homem e natureza. Em uma sociedade em que somos vizinhos de uma das maiores biodiversidades do mundo, é o meu dever ter essa interação”, relatou.

Rotina

 E para finalizar, Rogério disse acreditar que muitos amazonenses não aproveitam esse contato com a floresta porque simplesmente se acomodaram em viver numa rotina. “Às vezes, é preciso quebrar essa rotina, incluindo programações que possam fazer a diferença”. Seguindo o conselho dessa “alma cabocla”, levante-se do sofá e curta tudo o que o Amazonas pode lhe oferecer!