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As diversas vertentes artísticas do cantor Pharrel Williams

Nome quente do showbusiness mundial ainda colhe os frutos de seus sucessos de 2013, que tem como base a versatilidade de seus tempos de produtor e empresário 25/04/2015 às 08:36
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Pharrell começou sua carreira musical em dois grupos, ambos em parceria com o músico Chad Hugo
Lucas Jardim Manaus

O norte-americano Pharrell Williams, nome quente do showbusiness mundial, ainda está colhendo os frutos de seus sucessos de 2013: o megahit “Happy”, gravado para a trilha do filme “Meu Malvado Favorito 2”, e sua aparição em “Get Lucky”, single de retorno da renomada dupla francesa de house music, Daft Punk, que alcançou o top das paradas.

De lá pra cá, o músico emplacou uma indicação ao Oscar de Melhor Canção (por “Happy”), revitalizou a carreira solo com um novo disco (G I R L, lançado ano passado, seu primeiro desde o mediano In Your Mind, de 2006), foi capa de “trocentas” revistas e acaba de emplacar, em parceria com a Universal Pictures, uma cor no catálogo Pantone: o amarelo minion (nome dos populares personagens da franquia Meu Malvado Favorito).

Essa versatilidade já vem de seus tempos de produtor, que o viram surgir na cena rap e hip-hop, incorporar muitas influências do funk sententista e do soul, e esculpir hits para estrelas como Madonna (“Give It to Me”), Shakira (“Did It Again”), Kylie Minogue (“I Was Gonna Cancel”), Robin Thicke (“Blurred Lines”), Ed Sheeran (“Sing”), entre outros.

Seu lado empresário ainda o fez criar um coletivo multimídia, o i am OTHER, que inclui uma gravadora e uma parceria com a rede social de vídeos YouTube para a produção de conteúdo. Isso sem falar na Billionaire Boys Club e na Ice Cream, as grifes de vestuário criadas por Pharrell.

Tudo isso transformou o músico de 41 anos em um dos caras mais onipresentes da atualidade. Confira aqui no BEM VIVER alguns projetos do moço mais “feliz” do momento.

Música

Pharrell começou sua carreira em dois grupos, ambos em parceria com o músico Chad Hugo. Eles formavam uma dupla de produção chamada The Neptunes e, quando se juntavam com o cantor Shay Hayley, eles eram um trio de rock funk, o N*E*R*D.

Aos poucos, o The Neptunes foi conseguindo produções de peso, como “I’m a Slave 4 U”, de Britney Spears, e os três primeiros CDs da cantora Kelis. Esses trabalhos levaram Williams a produzir a faixa “Drop It Like It’s Hot”, do rapper Snoop Dogg, que acabou sendo eleita a melhor canção de rap da década de 2000 pela revista Billboard.

Moda

Em 2013, ele criou uma coleção de óculos e jaquetas para a grife Moncler, joias e óculos para a poderosa Louis Vuitton e uma coleção de jeans para a G-Star Raw, e, no ano seguinte, lançou uma fragrância em parceria com a Comme des Garçons.

Também em 2014, Pharrell se uniu à marca alemã Adidas para o lançamento de coleções especiais. Focada nos tênis Stan Smith e nas jaquetas Superstar Track, as coleções assinadas pelo cantor abusam do estilo “carefree” e das cores.

Ele é bem sério quando o assunto se trata de visual colorido. Em 2015, ele planeja o lançamento de uma releitura do Superstar, clássico tênis da Adidas, intitulada Supercolor -- com 50 variantes de cor!

Exposições e art films

Por conta do lançamento de G I R L, no ano passado, Pharrell foi o curador de uma exposição na galeria Perrotin, em Paris, que girava ao redor do universo feminino. Ao todo, 37 artistas, incluindo gente de peso, como o artista plástico contemporâneo Takashi Murakami e a performer Marina Abramovic, participaram do evento.

No final do ano passado, o artista também estrelou “Reincarnation”, um curta dirigido por ninguém menos que o estilista Karl Lagerfeld, famoso pelos trabalhos desenvolvidos junto à grife Chanel.

O curta, em que Pharrell contracena com a modelo Cara Delevingne e com a atriz Geraldine Chaplin, mostra o cantor como um ascensorista cuja roupa inspira a jaqueta Chanel.

Multifunção, o músico também ficou responsável pela trilha do filme, que já está disponível na internet.

Cor

Em parceria com o cantor, o instituto Pantone recentemente anunciou a inclusão da cor amarelo minion em seus catálogos este ano, a primeira vez em que a empresa cria uma cor especificamente baseada em um personagem.

Desenvolvida junto com o estúdio responsável pelo filme Meu Malvado Favorito, a cor é um tom de amarelo que é, segundo o instituto, “enérgica, amigável e divertida”.

O instituto Pantone é autoridade mundial no estudo e desenvolvimento de cores e a parceria com Pharrell promete incentivar iniciativas similares.

Controvérsia

Nem só de bons momentos vive o cantor: ele recentemente foi alvo de controvérsia quando uma decisão da Justiça norte-americana julgou que “Blurred Lines”, o hit que Pharrell produziu para o cantor Robin Thicke (e que tocou em 10 de cada 10 rádios em 2013) configurava um plágio da música “Got to Give It Up”, do cantor de soul Marvin Gaye.

A ação foi ingressada pela família de Gaye desde que a música estourou e vinha se arrastando pelas cortes americanas desde então, até a decisão, que saiu mês passado, condenar Pharrell e Robin a pagar US$ 7,4 mi aos autores da ação.

Pharrell se defendeu dizendo que, ainda que a música de Gaye tenha feito parte de seus anos de formação, ele não a usou para compor “Blurred Lines”. Robin, por sua vez, alegou que não teve participação na autoria da canção.