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Banda amazonense Ayahuasca é selecionada para tocar no Rio+20

A Ayahuasca irá fazer o show no dia 22 de junho, às 19h, na Cúpula dos Povos, uma estrutura montada no Aterro do Flamengo. A banda foi selecionada entre 600 que se inscreveram no site da Rio+20 12/06/2012 às 08:03
Show 1
Banda Ayahuascar
RAFAEL SEIXAS ---

Apesar de ter apenas seis anos de fundação, a banda de reggae amazonense Ayahuasca continua tendo um público expressivo na sua terra natal: Manaus! Radicado há quase dois anos no Rio de Janeiro, o grupo acaba de conquistar mais uma vitória: eles irão se apresentar na conferência da Organização das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, batizada de Rio+20, que ocorrerá esse mês na capital carioca. A Ayahuasca irá fazer o show no dia 22 de junho, às 19h, na Cúpula dos Povos, uma estrutura montada no Aterro do Flamengo. A banda foi selecionada entre 600 que se inscreveram no site da Rio+20.

Seleção
Vocalista da Ayahuasca, Yuri Reis acredita que os organizadores do evento tenham escolhido a banda devido à temática de suas composições, que tratam sobre preservação da floresta, cultura indígena, entre outros assuntos ligados ao segmento ambiental. “O repertório será somente de composições autorais. Continuamos com a mesma identidade que tínhamos em Manaus, com a mesma ideologia que o Rio de Janeiro adotou”, explicou. A intenção é comprovar que Manaus conta com bons grupos. “Vamos mostrar que Manaus tem música de qualidade, que não tem só brega, que tem música boa além do brega”, falou Reis.

Repertório
 A lista de músicas do show terá canções do novo álbum, intitulado “Urucum”, entre elas “A guerra”, “Becos e favelas”, “Universo”, “Banisteriopsis” e “Canção de liberdade”. Essa última fala sobre os animais aprisionados que deveriam estar soltos na natureza. “Já estamos preparando as músicas do próximo disco, a se chamar ‘Uaranã’, que é a palavra que dá origem ao que chamamos hoje de guaraná”, adiantou Yuri. Além dele, a Ayahuasca conta com Daniel Tot (bateria), Pedro Sustage (contrabaixo) e Rafael Casqueira (guitarra).

Nova casa
Os integrantes são moradores do bairro de Santa Tereza, que fica a poucos minutos da Lapa, local onde costumam acontecer seus shows. “Manaus, por ser uma ilha, acabou ficando pequena, o público se limitou. Para não ficarmos limitados decidimos fazer outros voos. (...) O santo de casa fez milagre, tanto que geral gosta da gente aí (Manaus). O público enchia a casa onde tocávamos. Aqui (Rio de Janeiro) é o eixo do Brasil, onde as coisas acontecem, onde estão gravadoras, produtores... Viemos atrás disso”, disse. E parece que essa busca já está dando resultados, pois já contam com uma produtora, uma gravadora independente e um público significativo na Cidade Maravilhosa.