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Banda Bossacucanova destaca samba em novo disco

Leve e cheio de balanço, novo álbum do trio carioca Bossacucanova revisita clássicos e apresenta inéditas 26/02/2013 às 10:20
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Lançado em dezembro do ano passado, “Nossa onda é essa” (Coqueiro Verde) é o quarto álbum de estúdio da banda
Rosiel Mendonça Manaus, AM

Faz parte do gene do brasileiro a capacidade de misturar influências, especialmente na seara musical. Encabeçado pelo trio carioca Alex Moreira, Marcio Menescal e DJ Marcelinho Da Lua, o projeto Bossacucanova faz jus a essa “genética”, misturando a sonoridade peculiar da Bossa Nova às batidas da música eletrônica. A fórmula garantiu ao grupo fama internacional e passagens por festivais como o Hollywood Bowl, Roskilde Festival e Get’s Bossa Nova Japan.

Lançado em dezembro do ano passado, “Nossa onda é essa” (Coqueiro Verde) é o quarto álbum de estúdio da banda e pode ser ouvido na íntegra no site da gravadora (leia o QRcode ao lado com a câmera do seu smartphone para acessar o link).

O tecladista Alex Moreira bateu um papo com o A CRÍTICA a respeito do novo trabalho e admitiu que o disco acabou saindo com uma pegada mais para samba do que para bossa nova. “As músicas que o Marcelinho nos mostrou foram fundamentais para o fato de o samba estar mais presente no álbum. Tudo que a gente faz é assim: as coisas vão acontecendo. Mas a bossa nova também tem uma identificação com o samba, assim como com o jazz”, justificou ele.

REPERTÓRIO

Segundo Moreira, “Nossa onda é essa” é um projeto antigo, interrompido em 2008 por conta do lançamento do DVD do Bossacucanova. “Foi uma pausa que, nos fim das contas, foi importante, porque amadurecemos mais o repertório e incluímos músicas que caíram muito bem no disco”.

Com 11 faixas, o novo trabalho traz participações de Wilson Simoninha, Maria Rita, Elza Soares, Marcela Mangabeira, Roberto Menescal e Monobloco. A cota de inéditas ficou por conta de “Balança (Não pode parar!)”, composição do trio com pegada benjorniana, “Ficar”, parceria do Bossacucanova com Ronaldo Bastos, e “Rio de inspiração”, parceria com Moska.

Para Alex Moreira, o fato do disco começar com “Adeus América” e terminar com “Tô voltando” é uma feliz coincidência. “Pode ser que haja uma sincronicidade, um certo reflexo do mundo atual, com a Europa e os EUA em crise e o Brasil no centro dos acontecimentos”, interpretou.

RELEITURA

Se o brega e o pagode foram estilos revisitados por muitos músicos no ano passado, o Bossacucanova já fazia experimentações com o gênero lançado por João Gilberto desde o fim da década de 1990. “De uma certa maneira, você revitaliza algo que estava um pouco adormecido e desperta a curiosidade dos mais jovens para conhecerem esse repertório”, concluiu o tecladista Alex Moreira.