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Bandas locais falam dos planos para investir no sudeste brasileiro

Nekrost e Alaídenegão estão com shows marcados em São Paulo; Supercolisor já se mudou de vez para a capital 06/10/2015 às 12:57
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A Alaídenegão está sempre na ponte aérea Manaus-SP
loyana camelo ---

A cada dia que passa, São Paulo parece se firmar mais como o destino lógico para bandas que desejam investir pesado na carreira autoral. De olho nas melhores oportunidades que o eixo sudeste oferece, músicos amazonenses que pretendem crescer profissionalmente estão arrumando as malas rumo ao estado paulista - uns, para fazer shows e aumentar sua lista de contatos visando uma futura mudança de endereço; outros já estão lá para ficar.

Do primeiro grupo fazem parte dois nomes já bem conhecidos em Manaus, a Nekrost e a Alaídenegão. Depois de passar por uma disputada votação nacional com diversas bandas independentes, a Nekrost foi selecionada para se apresentar no Metal Land Festival. O evento, que está na segunda edição, acontece Altinópolis (SP) entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. Dentre as atrações nacionais estão confirmados até agora gigantes do heavy metal como Sepultura, Krisiun, Oitão, André Matos, Matanza, Tim Ripper Owens, Tuatha de Danann e Soulspell. A Nekrost vai tocar no dia 1º, logo após o cantor André Matos.

“Vai ser ótimo porque a gente ainda não tocou em nenhum festival do Brasil com esse porte e o pessoal do sudeste conhece nosso trabalho, mas ainda não nos viu ao vivo. Esse vai ser nosso segundo maior show depois do Wacken”, afirma o guitarrista Rodrigo Mosca, citando o festival alemão do qual a Nekrost participou em 2011.

Mosca diz que no momento a banda precisa de patrocínios para ajudar com os altos custos das passagens aéreas até São Paulo (o contato pode ser feito pela fan page deles: facebook.com/nekrost). Este, inclusive, é um dos motivos pelos quais a Nekrost pretende se mudar para o estado paulista até ano que vem. “A gente precisa se inserir no mercado nacional, e aqui, logisticamente falando, é complicado”.

Retornando

A Alaídenegão, por si, foi convidada para se apresentar pela terceira vez no Sesc Pompeia (em SP) no próximo dia 9. Desta vez, a banda sobe ao palco para fazer o lançamento do álbum “Senoide Sensual”, o qual contém músicas como “Caia em Si”, “Rodar na Bica”, “Batom na Cueca”, “Zapata”, dentre outras.

“O Sesc tem uma visibilidade enorme. É um local que as pessoas vão para conhecer bandas novas, então é uma vitrine”, explica o guitarrista e vocalista Davi Escobar.

A capital paulista, inclusive, já virou destino recorrente na agenda da Alaídenegão. Tem pouco tempo que os integrantes fizeram a última visita por lá para se apresentar no programa Show Livre e no Festival Puxadinho da Praça. Questionado se a ponte aérea pode acabar em uma eventual mudança, Escobar afirma que ainda é preciso trabalhar mais em cima de uma agenda de shows que possa esta dar aos integrantes o mesmo retorno financeiro que eles têm em Manaus, uma vez que vivem de música.

De mala e cuia

Quem resolveu arriscar alto foi a Supercolisor. Boa parte dos integrantes já se mudou para São Paulo e o restante estará por lá em breve. Segundo o pianista e vocalista Ian Fonseca, esta acaba sendo uma escolha natural, depois de um tempo, para qualquer banda independente no Brasil que queira investir na carreira.

“Ter lançado recentemente um segundo disco que tem sido ainda melhor recebido do que o primeiro deixou claro que, embora adoremos o público de Manaus, era necessário ver a maior parte do nosso público brasileiro olho-no-olho”, afirmou o músico. Ele diz que a ideia é rodar o Brasil inteiro esse ano e o ano que vem. “Depois disso é que vamos parar pra pensar em disco novo, já que esse ainda tem coisa demais pra render”.

Agenda cheia

Antes de se mudarem para a capital paulista, os integrantes da Supercolisor já haviam fechado uma agenda extensa de shows no eixo sul-sudeste. As apresentações acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba até dezembro. A agenda completa está na fan page da banda Facebook.com/supercolisor.