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MÚSICA

Artistas amazonenses são destaque em shows de talentos brasileiros na televisão

Ambos de Manaus, a cantora Nanda Moura e o cantor Billy Marcelo são exemplos de perseverança em rede nacional 25/09/2017 às 19:18 - Atualizado em 26/09/2017 às 11:49
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Nanda Moura canta em bares e restaurantes da capital amazonense (Foto: Zamith Filho/Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A doce voz da cantora amazonense Nanda Moura, 24, ecoou por todos os lares do País na última quinta-feira (21). A artista foi uma das participantes selecionadas para encarar o corpo de técnicos da nova edição do The Voice Brasil. Na fase das audições às cegas, Moura cantou a música “Leãozinho”, de Caetano Veloso, e embora os técnicos não tenham virado a cadeira para ela, a repercussão da apresentação agitou os seus fãs do Norte e marcou o seu nome como mais um talento amazonense a fazer história nos shows de talentos de alcance nacional. 

A cantora se inscreveu no programa, enviando alguns vídeos de suas apresentações. A produção do reality musical veio até Manaus em julho, e após avaliar todos os candidatos, decidiu que Nanda, que tem a personalidade serena, iria representar o Amazonas no The Voice Brasil. “Se cheguei até ali, foi por ser desse jeito, suave e calma. Queria cantar algo que transmitisse essa vibe, independente de qualquer coisa. Mesmo sabendo que seria um risco, já que as pessoas esperam músicas explosivas, cheia de melismas e muitas vezes até de exageros, eu queria poder mostrar o simples. Acredito que o simples convence sim”, declara ela.

Na apresentação, Nanda acredita que o nervosismo prejudicou um pouco a sua performance – os técnicos disseram ter notado este sentimento na moça. “Estar ali naquele palco é algo tão grandioso que eu nunca havia imaginado. Então quando me vi ali, passou um turbilhão de emoções que não consegui controlar, o que acabou me prejudicando. Mesmo quando vi que as cadeiras não tinham virado, estava transbordando de felicidade por estar ali, frente a frente com os jurados”, assegura a cantora profissional, que faz shows em locais como Capital Steakhouse, Pizzaria Loppiano e Maraíbe Frutos do Mar.

Falando em jurados, Moura foi bastante acolhida por eles, que elogiaram o talento e a beleza da moça. Até o cantor Michel Teló fez questão de levantar da cadeira para abraçar a moça e conduzí-la até a saída. “Acho que eles tinham razão em tudo o que falaram e guardei as dicas e palavras para evoluir e aprender”, pontua ela, que pretende se inscrever no reality musical no futuro. “Continuarei tentando. Não mudarei meu estilo de cantar, mas tentarei mudar a forma de encarar o palco e controlar o nervosismo”.

Outro baré na tela

“Nunca vi cara mais chato. O cara vem de Manaus até aqui cantar uma música para ele e ele dá só dez para o cara. Você está maluco, é muito mau humor da sua parte. Não liga para esse louco, Billy. É mil para você”. O trecho foi dito por Arnaldo Saccomani, um dos produtores musicais mais exigentes do País, durante o concurso de calouros “Dez ou Mil”, do Programa do Ratinho. Na ocasião, Arnaldo, que era jurado, defendia o cantor amazonense Billy Marcelo do jurado Décio Piccinini, que não gostou da apresentação do artista.

Assim como Nanda, Billy participou de um concurso de calouros. Lá, o amazonense cantou a música “Dez ou Mil”, que compôs em homenagem ao quadro do programa do Ratinho, e lançou o disco homônimo ao programa. Na seletiva, Billy levou a nota máxima – mil – de quase todos os jurados, exceto de Décio, que o avaliou com dez. A música foi um divisor de águas na carreira do “príncipe da lambada”, como assim é chamado o homem de 62 anos, na estrada desde 1979. “Mas a minha cabeça é de jovem, porque o músico não envelhece”, diz ele.

Com a repercussão no concurso de calouros, Billy foi convidado para dar entrevistas a vários veículos de São Paulo, e de lá, rumou para o Rio de Janeiro. Ele foi convidado pelo cantor pernambucano Edson Wander para cantar na Feira de São Cristóvão, a um público de 50 mil pessoas. “Quando terminou o show, me chamaram para contratar mais apresentações minhas. Um empresário está me levando para fazer mais três shows no RJ no início de dezembro. Eu vou mandar a arte e vão produzir o CD ‘Dez ou Mil’ por lá”, assegura Billy, que foi muito reconhecido no Sudeste por conta do chapéu que usou em sua participação no Ratinho.

Saiba mais

Estudante de engenharia, Nanda Moura começou a cantar na noite amazonense há dois anos. “Eu mesma mandei fazer uns cartões na gráfica e fui pessoalmente entregar nos lugares, como restaurantes e bares da cidade”, conta ela.