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Bela interpretação: Wagner Moura brilha em 'A Busca'

Ator baiano é destaque no papel de um pai que sai em busca do filho e encontra também a si mesmo no caminho 18/03/2013 às 08:53
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Poucos atores são capazes, como Wagner Moura, de viver com tanta naturalidade a variedade de registros emocionais
Rafael Seixas Manaus, AM

Wagner Moura é um dos grandes atores nacionais. Talento reconhecido em diversas películas, como “Carandiru” (2003), “Cidade Baixa” (2005), “Tropa de Elite 1 e 2” (2007 e 2010) e “O homem do futuro” (2011), agora o ator experimenta uma variedade de emoções em “A busca”, que marca a estreia de Luciano  Moura na direção.

O filme é um thriller dramático e, em certos pontos, um road movie de autodescoberta. Na história, no fim de semana que completaria 15 anos, Pedro viaja, mas não volta. Seu pai, o médico Theo, interpretado por Moura, cai na estrada seguindo pistas incertas e desconcertantes. No entanto, a viagem, que era para resgatar o filho, acaba transformando o pai, que começa a refletir sobre sua própria vida.

O pai fica sabendo do caminho e atitudes do filho, surpreendendo-se com seu comportamento para levar à frente uma aventura que Theo não sabe ainda onde vai terminar. Pelo telefone, ele conversa com Branca, sua esposa, retomando um diálogo que havia se tornado impossível.

Coadjuvantes

O desaparecimento e os rastros que ele deixa pelo caminho se tornam elementos cada vez mais definidores do amor que Theo sente por sua esposa que o rejeita, e pelo filho que diversas vezes foi incompreendido. O grande barato do filme não são as personagens centrais, mas sim as que surgem no decorrer da jornada. Elas fazem o protagonista se deparar com diversas situações e sentimentos difíceis de serem interpretados.

Poucos atores são capazes, como Wagner Moura, de viver com tanta naturalidade a variedade de registros emocionais que sua personagem está exposta ao longo do caminho, em que o filho surge como uma presença fantasmagórica.

Acerto

A película usa um naturalismo bem tradicional para melhor comunicar e trazer o espectador para perto do enredo. Contudo, o filme está longe da teledramaturgia “batida” dos longas-metragens com apoio da Globo Filmes, o que é um alívio. A produção da O2 Filmes, de Fernando Meirelles, está ótima. Certamente, o público vai aprovar e se emocionar com essa história.