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Belo Monte é tema de obra infantojuvenil

Francimar Mendes dos Santos e Patrícia Mara Martins apresentam neste sábado (22) o livro “O que vi na Volta Grande do Xingu”. 22/12/2012 às 11:42
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O livro possui 80 páginas e é dividido em textos e ilustrações do artista Thalles Alexandre
acritica.com Manaus (AM)

A polêmica construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, serviu de inspiração para as professoras Francimar Mendes e Patrícia Mara Martins escreverem um livro. A obra, intitulada “O que vi na Volta Grande do Xingu”, ganha lançamento na manhã de hoje, a partir das 10h, na Livraria Valer, localizada na avenida Ramos Ferreira, 1.195, Centro.

O livro, que associa ficção à realidade, sugere uma reflexão sobre os impactos ambientais acarretados pela construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará. “Nós avaliamos o que acontecia em nossa região e vimos que temos muito a falar. Não de um modo científico, mas para conscientizar e levar as pessoas à reflexão”, comentou Francimar, professora de Língua Inglesa na rede estadual de ensino.

Apesar da importância e atualidade da temática, as autoras tiveram todo um cuidado em deixar a obra o mais leve possível. Para isso, utilizaram-se dos gêneros literários fábula, conto maravilhoso e conto e de personagens ficcionais – animais – que lutam para que a catástrofe não se abata sobre eles. “Somos educadoras e temos uma função além de repassar conhecimento. Somos, também, formadoras de opinião”, completou Patrícia, especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira e que, atualmente, é funcionária do TJ/PA.


No Pará

Antes de apresentarem “O que vi na Volta Grande do Xingu” aos manauaras, a dupla realizou um lançamento, também, no Pará. O evento, que aconteceu no dia 11 de outubro deste ano, em Altamira (cidade onde ambas as autoras nasceram), foi um verdadeiro sucesso. “A aceitação e recepção foi muito positiva, o que chegou a nos surpreender. Foi muita gente boa e bacana e várias crianças”, lembrou Patrícia.

Próximo projeto

Terminados os trabalhos com o livro, as professoras já têm outro projeto nas mangas. Dessa vez, saem de cena os efeitos da Belo Monte e entra a sexualidade. “Nós vemos na TV, nas novelas, que o sexo virou algo muito banal. Então vamos abordar, da mesma maneira que fizemos com ‘O que vi’, de uma forma mais leve e sensível”, justificou Patrícia. A obra, ainda sem título definido, deverá ser lançada no segundo semestre do próximo ano.