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‘Bica’ agita foliões no Centro de Manaus

A banda não saiu ano passado e em 2013 tem como tema “Olha que confusão, o ovo esquerdo perdeu a eleição” 03/02/2013 às 18:38
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Centenas de foliões já lotavam a Rua 10 de Julho nas primeiras horas da banda da Bica, no Centro de Manaus
acritica.com Manaus, AM

A Banda Independente Confraria do Armando (Bica) já faz parte do calendário de festas no carnaval de Manaus. Neste sábado (2) a movimentação começou por volta das 16h em frente ao bar do Armando, na Rua 10 de Julho, Centro de Manaus, onde centenas de foliões aproveitaram para marcar o retorno da banda em grande estilo.

A banda não saiu ano passado e em 2013 tem como tema “Olha que confusão, o ovo esquerdo perdeu a eleição”, que faz alusão ao episódio ocorrido ano passado com Vanessa Grazziotin, à época candidata a prefeita de Manaus, que disse ter sido “agredida” com ovos por militantes do partido de seu adversário, Artur Neto, hoje prefeito de Manaus.

“Segue a tradição da Bica de temas polêmicos. Esse fato das eleições mexeu com o emocional da cidade”, disse Mário Adolfo, um dos fundadores da Bica e um dos criadores da marchinha.

No palco, a marchinha deste ano foi apresentada em companhia de personalidades como o jornalista Mário Adolfo, um dos fundadores da Bica, e do dramaturgo Márcio Souza, titular do Conselho Municipal de Política Cultural.  

Foliões que foram brincar a Banda da Bica no Centro ressaltaram e relembraram aspectos importantes do festejo carnavalesco. Para o estudante César Tadeu, 21, que acompanhou de perto a animação da Banda da Bica, o retorno da banda ao carnaval simboliza a consolidação de uma ideia que jamais irá morrer.

“Para mim, o Armando era um ícone, porque o bar dele é um ambiente perfeito. E o que ele criou, a Banda da Bica, é tradicional no Carnaval daqui de Manaus. É uma ideia que nunca vai morrer”, assegurou. 

A eternização da memória de Armando também foi destacada pelo gestor de licitações Nilton Araújo, 42. Em sua segunda vez curtindo a Bica – a primeira foi há 6 anos –, Araújo concordou que tanto o trabalho quanto a personalidade do mentor da Bica foram um marco para a sociedade e para o carnaval amazonense.

“Na verdade, ele continua na nossa lembrança. Eu o conheci, já fui muito no bar dele. Ele era uma pessoa muito alegre e espontânea. Gostava muito de provar do sanduíche de pernil que ele fazia, sem falar na cerveja dele que é absolutamente gelada. Isso são dois atrativos no bar dele”, certificou Nilton.

Sobre a marchinha deste ano, que se apropria de uma temática política, Nilton classificou o Carnaval como um evento importante na hora de expor vozes de protesto. “Acredito que esse enredo é sim, uma forma de protesto, porque a eleição passada foi uma negação (risos). Então isso a gente sempre questiona”, pontuou.

Em 28 anos, a Bica já citou outros políticos em suas marchinhas, como Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, Serafim Corrêa, Eduardo Braga e Alfredo Nascimento. 

A bateria da escola de samba Reino Unido da Liberdade e a banda de metais Demônios da Tasmânia foram as atrações da festa. Nos arredores dos festejos da Bica, 24 policiais militares e 6 viaturas do Ronda no Bairro fizeram a segurança dos brincantes.