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Bióloga brasiliense cria jogos e livros infantis com temáticas ambientais

Data comemorativa que celebra ‘O Dia da Ciência e Cultura’ nesta segunda-feira (05), inspira bióloga em criação dedicada aos pequeninos 05/11/2012 às 10:14
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Nurit Bensusan é sucesso em todos os trabalhos ambientais que realiza
acritica.com ---

Uma iniciativa, onde o principal objetivo é atrair as crianças e adolescentes para o mundo científico por meio de temas biológicos, é elaborada por uma bióloga brasiliense chamada Nurit Bensusan. A bióloga, doutora em Educação e mestre em Ecologia tem apostado na criação de jogos e livros infantis que deram origem à Biolúdica, empresa lançada em dezembro de 2011.

Referências culturais como Franz Kafka e Pablo Neruda são alguns dos exemplos que permeiam o imaginário da garotada entre os 5 baralhos de cartas e 3 livros infanto-juvenis que trazem ainda personagens da mitologia grega e curiosidades sobre os seres vivos e o meio ambiente. Entre as novidades assinadas por Nurit, está o livro-jogo Labirintos – Parques Nacionais e os jogos Metamorfuts (que trata da sequência de vida dos animais) e PET, o desafio (super herois animais que combatem ameaças ambientais e tecnológicas).


O lançamento promete estimular a curiosidade dos menores em prol da defesa do meio ambiente.

De acordo com Nurit, a ideia surgiu ao conciliar o atual trabalho de popularização da Ciência com a carência de jogos infantis no mercado. Mãe de um menino de 9 anos de idade, ela avalia que o tema ambiental não costuma ser abordado para o público infantil.

“A maioria dos livros ou jogos que estão no mercado hoje em dia são chatos ou falhos no sentido de fazer uma reflexão mais profunda sobre o tema ambiental. Por exemplo, as crianças têm vários livrinhos que afirmam que desperdiçar água é um problema, só que o que falta é mostrar para elas que muitas das outras coisas têm a ver com o consumo de água, às vezes, até maior, como a produção de produtos eletrônicos (com a lavagem de chips) ou desperdício de manteiga (com gasto de até 17 mil litros de água para 1 quilo do produto)”, afirma a também engenheira florestal que trabalha também com a conservação de áreas protegidas.

“A criança aprende que o desperdício está na torneira pingando e não dentro do produto que ela consome e isso faz com que tudo fique mais complicado. Ou seja, a criança não faz a ligação entre as questões ambientais e o consumo, não é levada a refletir sobre as cadeias de produção do que ela deseja e consome. E essa é uma questão que precisa ser atacada, pois só assim haverá possibilidade de mudança.”, explica Nurit.

"Essa ideia me pareceu super legal porque eu mesma tive experiência de estar com pessoas que não sabem que os bichos fazem metamorfose, ou simplesmente nunca se deram conta que aquela lagarta vira borboleta, ou que a formiga, a mosca e a abelha também fazem metamorfose, além da barata, por exemplo. No jogo, é possível que um ovo de bacalhau, depois de uma metamorfose, dê origem a um bolinho de bacalhau. Ou também pode se transformar em um bicho qualquer, no caso da carta Mutante Samsa, inspirada no personagem de Kafka que se transforma em um inseto gigante", comenta Nurit Bensusan. 

JOGOS DA BIOLÚDICA

Nurit Bensusan se dedica a criação de jogos infantis que costuma chamar de “biolúdicos”. Nas cartas de Bioquê?, Tsunami, Biobrazuca, e os recém lançados Metamorfus  e PET, as figuras coloridas de animais junto com as ameaças naturais e humanas abordadas nos jogos (como a clonagem, a pesca predatória e a poluição), se tornam fonte de grande quantidade de informações biológicas que são absorvidas de forma natural a cada partida. Os jogos são verdadeiras descobertas sobre os seres vivos.