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Cantor e compositor paraense apresenta novo projeto musical, intitulado 'Mãos' no AM

Entre os nomes que serviram de inspiração para o álbum estão Amedeo Clemente Modigliani, Bertrand-Jean Redon e Le Corbusier, todos artistas plásticos 15/12/2012 às 12:24
Show 1
“Mãos” será o título do quinto disco gravado por Nícolas Jr. A obra deve ser lançada até o próximo mês
Rafael Seixas ---

É fato que os álbuns “Divina comédia cabocla 1 e 2” foram divisores de águas na carreira do cantor Nícolas Jr., como o próprio costuma dizer. Em breve, o público vai ter acesso ao novo trabalho do artista paraense, intitulado “Mãos”, que irá falar sobre os gênios que usaram suas mãos para mudar a humanidade, como escritores, arquitetos, pintores, entre outros. E para ir deixando aquele gostinho de quero mais, o cantor já vai apresentar algumas das canções deste novo projeto em seu último show do ano, que será realizado hoje no bar Fino da Bossa.

Entre os nomes que serviram de inspiração para o álbum estão Amedeo Clemente Modigliani (1884-1920), Bertrand-Jean Redon (1840-1916) e Le Corbusier (1887-1965) – todos foram artistas plásticos de renome. “Vou apresentar várias músicas, como ‘Pandora’, ‘Pra você’, ‘O cego’, entre outras”, adiantou Jr. “Estamos na metade da gravação do disco. Até o final de dezembro devo terminar de gravá-lo. Quero lançá-lo ainda no mês de janeiro”, complementou.

Temática

O cantor e compositor ficou famoso por suas músicas cheias de humor crítico, explorando o cotidiano e costumes da população amazonense. Ao ser questionado se não teria medo de perder essa “identidade” em “Mãos”, que é um trabalho mais sério, desenvolvido a partir de dois anos de pesquisas, ele disse: “Esse é um projeto que não tem muito humor, é uma outra linha de trabalho, porém tem uma música, pois não poderia perder minha identidade, chamada ‘Redes sociais’, que fala sobre a relação que temos com a nossa rede de dormir”.

Ainda sobre a pergunta, ele explicou que não tem como se distanciar da temática feita nos dois últimos álbuns. “Construi todo um trabalho dentro das relações humanas, da nossa cultura, então não tenho como me desassociar disso; e nem quero”.

Relevância

Do sucesso de “Divina comédia cabocla 1 e 2”, o paraense contou que não esperava ter essa repercussão e que com esses trabalhos encontrou a sua identidade musical.