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Casos de viroses crescem nesta época do ano no Amazonas

Casos se agravam no inverno porque as pessoas passam maior tempo em ambientes fechados, facilitando a contaminação 28/03/2012 às 07:58
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Crianças menores de dois anos estão no grupo de risco das viroses
ana paula sena Manaus

As mudanças bruscas de temperaturas típicas nesta época do ano aumentam os casos de pessoas que apresentam os sintomas clássicos das viroses respiratórias causada por vírus, conhecida como doença sazonal. Segundo especialistas os casos de viroses se agravam no inverno porque as pessoas passam maior tempo em ambientes fechados, aumentando as chances de contrair a doença, que é transmitida de pessoa para pessoa através da transpiração.

De acordo com o infectologista da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Antonio Magela, há mais de cem tipos de vírus de resfriados e três vírus de gripes (H1N1, H3N2 e Influenza D) circulando na região e que devem ser levados a sério, por que todos podem evoluir para um quadro clínico mais grave, como por exemplo, a pneumonia.

“A recomendação é evitar a automedicação, procurar um posto de saúde ou o hospital mais próximo, consumir bastante água, soro caseiro, sucos e isotônicos, lavar bem as frutas e verduras antes de consumi-las, manter alimentos bem refrigerados e lavar frequentemente as mãos”, explicou.

A pediatra da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Elena Marta Amaral dos Santos, reforça que as crianças devem ter atenção redobrada e que é preciso adotar algumas medidas para ajudar as crianças a enfrentarem o período da doença, com menos incômodo.

“É fundamental manter a criança bem hidratada, assegurar que ela repouse e continue se alimentando. No caso dos pequenos que já frequentam a creche ou escola, evitar levar a criança à aula, para não alimentar o ciclo de transmissão da virose”, afirma.

Ela reforça que as mães devem ter o cuidado de manter o Cartão de Vacinação da criança atualizado, bem como a rotina de consultas de acompanhamento na unidade de saúde, mesmo que o filho esteja saudável.

Atenção aos grupos mais vulneráveis
Infectologistas ressaltam que crianças menores de dois anos, mulheres grávi das, no pós-parto e amamentando, pessoas com mais de 60 anos e com doenças crônicas são grupos que merecem maior atenção por terem a imunidade mais baixa e sujeitas a infecções virais.