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Cavalo que sofria maus tratos e mobilizou campanha nas redes sociais foi adotado

Cavalo Titã foi adotado nesta segunda-feira (25). De acordo com a bióloga Vivi Vieira, voluntária da Organização Bicho Amado (OBA), a senhora responsável pela adoção não quis ter a identidade revelada. Antes de ser adotado definitivamente, a OBA efetuou o resgate do animal em uma invasão situada após o bairro Santa Etelvina, em Manaus 26/02/2013 às 18:06
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Titã com a bióloga Vivi Vieira, já cuidado
Laynna Feitoza Manaus, AM

O cavalo Titã, resgatado no dia 31 de janeiro pelo Batalhão da Polícia Ambiental do Amazonas, vítima de maus tratos, foi adotado nesta segunda-feira (25) por uma senhora, proprietária de um refúgio de animais silvestres licenciado pelo IBAMA, que abriga animais especiais (com ferimentos e doenças) em Manaus. Titã foi submetido a exames e a necessidade de sacrificá-lo foi descartada. Internautas se mobilizaram para conseguir doações em prol do animal.

De acordo com a bióloga Vivi Vieira, voluntária da Organização Bicho Amado (OBA), a senhora responsável pela adoção não quis ter a identidade e o endereço do estabelecimento revelados. Antes de ser adotado definitivamente, a OBA efetuou o resgate do animal em uma invasão situada após o bairro Santa Etelvina.

Denúncia motivou resgate

Ainda segundo a voluntária, o cavalo pôde ser localizado mediante a denúncia de um morador das imediações da área onde o animal vivia em péssimas condições. “Um morador ligou para a Ong OBA e disse que já tinha ligado para todos os órgãos competentes, alegando que fazia tempo que o cavalo estava abandonado, passando fome e sem andar”, disse Vivi.

O cavalo estava sem andar por estar com as patas da frente machucadas. Uma estava quebrada, enquanto outra estava inchada, por conta do peso do animal, que ficava sobre a pata. “Acho que o maior problema não estava nem nas patas quebradas, e sim o fato de estar fraco por passar fome”, contou Vivi ao acritica.com.

Confome Vieira, o animal estava muito magro, possuía muitos carrapatos e ferimentos pelo corpo. “Após a denúncia, fui até o local com o Batalhão Ambiental. Os moradores não quiseram dizer quem era o tutor dele. Como, para transportá-lo, eu precisava ter todos os exames dele, eu procurei a Dra. Sabrina Lima, veterinária, que o atendeu de graça”, informou a jovem.

Moradora da mesma região ajudou

Para que pudesse ser transportado de uma moradia a outra, a voluntária precisou emitir o Guia de Transporte Animal (GTA). A licença serve para avaliar o estado de saúde do cavalo, sendo autorizado o seu transporte apenas quando o animal está saudável.

Porém, enquanto a licença de transporte não saía, o cavalo permaneceu até está segunda (25) na casa de uma moradora da mesma região onde ele sofria os maus tratos, já com todos os cuidados. “Improvisamos uma casinha pra ele na casa desta senhora, e tiramos de lá assim que saiu o resultado dos exames”, contou Vivi.

A casa em que o cavalo vivia após seu resgate integra a área onde ocorreu uma reintegração de posse realizada pela Polícia Militar nesta segunda (25). De acordo com Vivi, o animal foi retirado do local antes da ação da polícia na região.

Exames e campanha nas redes sociais

Foram realizados no cavalo dois exames: o de mormo e o de anemia infecciosa equina. Se os resultados dessem positivo, o animal teria que ser sacrificado, ponderou a bióloga, lembrando que o sacrifício foi a alternativa dada por muitos veterinários da cidade. “Os exames deram negativo para as duas doenças e ele não precisou ser sacrificado. Inclusive descobrimos que, em relação à patinha quebrada, é possível fazer uma cirurgia para corrigí-la, sem precisar sacrificá-lo”, destacou.

Para custear os exames e a compra de remédios e alimentos de Titã, Vivi mobilizou uma campanha no Facebook, por onde conseguiu doações para adquirir mais recursos para cuidar do animal.

“Eu coloquei uma foto dele no Facebook da página Adote Um Amigo Manaus, e eu pedi ajuda primeiramente para encontrar um médico para ele e alguma ajuda com a ração. Para isso, disponibilizei a conta do meu noivo para que os interessados em ajudar pudessem depositar o dinheiro. Sete pessoas doaram valores entre R$ 20 e R$ 30 para complementar minhas despesas com o Titã”, assegurou Vieira.

“Desde o dia em que ele foi resgatado, a gente vinha cuidando dele, na casa desta senhora, com ração para cavalo sem glicose, capim especial, e comprando todos os remédios que ele precisava. Há uma diferença muito grande do dia em que ele chegou para o dia em que ele foi adotado. Ele está bem mais forte e mais bonito”, ressaltou Vivi. De acordo com os veterinários, Titã é um cavalo idoso, de 20 a 30 anos.

Mobilização

Por meio da campanha nas redes sociais, diversas pessoas de dentro e fora da rede se mostraram preocupadas com o animal, adiantou Vivi. “Quando eu chegava nas lojas de ração, as pessoas sempre me perguntavam como ele estava. No aras da Dra. Sabrina Lima, localizado na Ponta Negra, todos perguntavam por ele. Foi muito bacana a mobilização das pessoas. Agora a nova dona tem condições totais de mantê-lo”, afirmou a voluntária.