Publicidade
Entretenimento
Vida

Cenário que precisa de novas cores

Artistas falam da atual cena e do que deve ser mudado, além de apresentarem ideias para a melhoria do segmento 23/12/2012 às 15:48
Show 1
Para Jandr Reis é importante criar galerias privadas
Rafael Seixas Manaus

A reportagem do BEM VIVER reuniu alguns nomes representativos das artes plásticas no Estado para saber como anda o cenário, o que pode mudar e ideias para que o segmento artístico ganhe mais força e consistência.

Jandr Reis acredita que a população está começando a tomar gosto pelas artes plásticas, consumindo. “A persistência prevalece, eu estou pintando, trabalhando e aos poucos estou conseguindo”, disse o artista, que afirma ser importante a criação de galerias privadas na cidade.

Identidade Para Raymond de Sá, Manaus tem hoje potencial e capacidade para se tornar mais um polo cultural do País, porém não tem representatividade no contexto dos salões dos principais pólos do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Segundo ele, essas cidades consomem arte e parecem ditar um certo modismo na cidade.

“Ao invés da gente pintar o ribeirinho, o ambulante vendendo seus produtos, parece que alguns negam a cultura popular e partem para o contexto da contemporaneidade. É como se não tivesse de saber a história do que pintam, mas sim seguir um contexto desses polos, que parecem estar na antiga obrigação das pinturas combinarem com o sofá da casa. Tem muita moda ditada”.

Ainda segundo o brasiliense, Manaus ainda não entrou no mercado não por falta de talento dos artistas, pois para ele existem muitos profissionais bons na região, mas porque faltam críticos especializados em artes plásticas, e um marchand para fazer venderem as produções.

Arte de verdade
Outro ponto que Sá julga ser necessário modificar é que a arte deve ser menos institucionalizada em Manaus. “Em 2010, eu fiz umas 20 telas e as coloquei no Largo de São Sebastião. Não fui expulso de lá porque não me permiti. Fui incomodado por policiais por mais de duas horas. A ordem era me tirar dali. Só que não saí, pois me baseei no Artigo 5º da Constituição Brasileira”, contou.

“As artes plásticas não têm a liberdade que tinham antes aqui, e que existe no restante do País. Em outros lugares, as pessoas podem pintar em qualquer lugar. Falta a arte não ser institucionalizada, falta edital para Manaus, faltam salões de artes plásticas”, complementou.

Segundo Otoni Mesquita, falta o artista ser o foco e não o inverso para os responsáveis dos eventos de arte na cidade. Ainda de acordo com ele, essas instituições devem ter pessoas informadas, que entendam de artes plásticas, para que tenham autoridade na hora de escolher um trabalho para ser exposto.