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Charlie Sheen pedirá dicas ao pai para novo filme

O pai, é claro, é Martin Sheen, que foi “presidente” várias vezes, da série "West Wing" no papel de John Kennedy numa mini-série de 1983 04/07/2012 às 08:28
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Charlie Sheen
uol/cinema ---

“Ele vai ser muito parecido comigo… Como estou agora, não como eu estava antes…”, diz Charlie Sheen, todo sorridente, a respeito de seu mais novo papel no cinema : o presidente dos Estados Unidos em "Machete Kills", de Robert Rodriguez, continuação do hit cult "Machete". “E com certeza vou pegar muitas dicas com meu pai, que entende dessas coisas de ser presidente…”  

O pai, é claro, é Martin Sheen, que foi “presidente” várias vezes, da série "West Wing" no papel de John Kennedy numa mini-série de 1983. O “antes”, é claro, foi o prolongado acesso de fúria, acompanhado de todo tipo de disparates em público, que marcou, no início de 2011, sua saída da série "Two and a Half Men", e que Sheen chama de “the meltdown”, em tradução, "o desmoronar". 

“É difícil até para mim compreender o que aconteceu”, comenta. “Uma grande parte foi alimentada pela minha sensação de ter sido injustiçado por alguém (o criador e produtor Chuck Lorre) que fez uma coisa completamente errada. Eu podia ter ficado quieto em casa, mas eu queria mostrar ao mundo o quanto ele estava errado, o quanto eu havia sido injustiçado, o quanto ele estava perdendo. Havia modos melhores de resolver a questão? Claro! Vai acontecer de novo? Nunca! Impossível! Hoje eu olho para trás e parece que aquilo tudo aconteceu com outra pessoa.”

Além de ser o Presidente em "Machete Kills", Sheen fez o papel título em "A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan II", de Roman Coppola, a história de um artista gráfico que cai em depressão profunda quando se separa de sua namorada (Mary Elizabeth Winstead). 

O ator também está de volta à TV norte americana com outro Charlie – Charlie Goodson, um psicólogo especializado em controle da raiva, na série "Anger Management", do canal FX. “Juro que esses são os últimos Charlies que interpreto”, ele diz. “Por outro lado, é algo que não posso evitar. Eu venho com um monte de coisa agregado. As pessoas me veem na tela e imediatamente um mundo de referências aparecem em suas mentes. Não é de todo mau, é como meu 3D pessoal, um 4-D, se você quiser".

Antes de finalizar, ele pausa por um tempo e acrescenta: "Espero que o meu Presidente não se chame Charlie".