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Chegada da Amazon e Google Play ao Brasil turbina o consumo de cultura digital

Atualmente tudo que circula pelo mundo é digital. A novidade do momento são os livros e filmes lidos e vistos após um clique 16/12/2012 às 13:58
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Google play inova e ultrapassa as barreiras da tecnologia
rosiel mendonça ---

Não tem como negar: as plataformas digitais mudaram a forma como consumimos cultura. Hoje já é possível carregar no bolso ou na mochila infinidades de livros, filmes e músicas, tudo reunido em um único dispositivo. A Amazon, por exemplo, que é uma das gigantes do comércio eletrônico mundial, já vende mais livros digitais que impressos.

De olho nos consumidores do País, a multinacional inaugurou na semana passada a versão brasileira da sua loja de e-books, com um catálogo de mais de 1,4 milhões de títulos (13 mil em português), que agora poderão ser comprados em reais, sem o acréscimo dos 6% de imposto nas transações com dólar, como acontecia na versão gringa. No mesmo embalo, a Google Play começou a vender livros digitais e filmes em território nacional.

O escritor e dramaturgo Márcio Souza lê e-books tanto pelo Kindle, leitor da Amazon, quanto pelo iPad, da Apple, e pelo Sony Reader. “Logo quando lançaram esses serviços, o que me chamou a atenção foi a comodidade. Tenho 50 livros no Kindle e uns 150 no Sony Reader, inclusive a obra completa de Shakespeare. Uso mais o iPad durante as viagens, para ler revistas e jornais”, declarou ele, que não carrega mais livros na bagagem.

PORTABILIDADE

Segundo Márcio Souza, os livros digitais facilitaram principalmente a distribuição das obras. Dentro de seis meses, todos os títulos do escritor vão estar disponíveis na Amazon. A Editora Record, que publica os livros de Souza, foi uma das 90 do País que fecharam acordo com a varejista norte-americana.

Outra vantagem dos livros digitais é a portabilidade. Os e-books da Amazon e da Google Play, por exemplo, podem ser lidos não só nos e-readers como também no tablet, computador ou até smartphone, por meio de aplicativos próprios. Na loja virtual do Google, os livros e filmes ficam associados à conta do usuário, que pode acessá-los pelo computador ou qualquer dispositivo Android.

FILMES ONLINE

Para quem é fã da Sétima Arte, o iTunes, e agora a Google Play, podem quebrar um galho e tanto, mas outro serviço também caiu no gosto dos internautas: o Netflix. Há seis meses, a administradora Gilceli Lira usa a “locadora online”, que oferece filmes e séries por meio de uma assinatura mensal a R$ 14,99.

“Posso ver quantas vezes quiser e a qualidade é excelente. Para quem tem o costume de alugar filmes, a comodidade é o principal atrativo, porque não precisa sair de casa, nem se preocupar com a devolução”, explicou. Ela também usa o serviço no iPhone, iPad, computador e na TV, por meio do Playstation.

Além de oferecer interatividade com as redes sociais, o forte do Netflix não são os lançamentos, e sim os filmes mais clássicos. “Doutor Jivago” e a primeira versão de “Os miseráveis” são alguns dos longas a que Gilceli assistiu em casa, sem precisar recorrer às locadoras ou aos sites da Internet. “Se pudessem melhorar alguma coisa, acho que poderia ser nesse sentido, para ter filmes recém-lançados no circuito”, finalizou.