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Colunista de A CRÍTICA, Alex Deneriaz, morre aos 52 anos

Alex contraiu uma bactéria que se alojou no coração, supostamente durante uma viagem a Barbados, no Caribe. De acordo com informações, o seu estado de saúde piorou na última segunda-feira com uma hemorragia pulmonar 21/04/2015 às 19:56
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Alex Deneriaz
Rafael Seixas e Laynna Feitoza ---

O colunista social do jornal A CRÍTICA, Alex Deneriaz, morreu nesta terça-feira, 21, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, aos 52 anos de idade. Alex contraiu uma bactéria que se alojou no coração, supostamente durante uma viagem a Barbados, no Caribe. De acordo com informações, o seu estado de saúde piorou na última segunda-feira com uma hemorragia pulmonar.

“O Alex era uma pessoa extremamente querida. Amigo da minha família há mais de 40 anos. O conheço desde os meus 6 anos de idade. Era uma pessoa irreverente, com seu linguajar próprio, com uma alegria que transcendia para todos os amigos. Divulgou o nosso Amazonas para o Brasil, sendo bem relacionado aqui e fora dele. Estamos abalados com tudo isso. Tudo foi muito rápido, mas foi feita a vontade de Deus”, disse Alessandra Queiroz, amiga do colunista há anos.

A única preocupação de seus amigos, a partir de agora, é prestar suas homenagens. “Trouxeste até o evangelho para a minha casa. ‘Un moment, sis vous plaît’. Vou te prometer ficar bem e, mesmo sem gostar de ‘flutes’, vou pedir para alguém trazer as queijadinhas dos sábados com papai, vou abrir uma ‘viúva’ para celebrar uma amizade única e sem ‘truques’. Brindando à vida de um furacão de alegria, daqueles que viveu ‘sem medo de ser feliz’, meu glorioso Alex”, declarou Christina Calderaro, vice-presidente da Rede Calderaro de Comunicação.

Alex Deneriaz era um verdadeiro colecionador de amigos. Na vida do empresário Edmilson Barbosa, 52, Alex sempre foi importante. Principalmente nas décadas de 1989 e 1990 – época em que os dois amigos viveram intensamente. “Tínhamos uma turma chamada Rebeldes Jr., na qual nos reuníamos todos os dias, noites e madrugadas. As reuniões começaram na praça da Vila Municipal, onde tinha o carro de kikão da Bete Balanço. Depois ele se mudou para a Av. Paraíba (hoje Av. Umberto Calderaro. Ele sempre foi a parte festeira da turma. Ele sempre fez parte de nossas famílias, assim como de várias outras tradicionais da cidade. O Alex sempre procurou ser um vencedor”, relembra.

A passagem espiritual de Alex foi noticiada na coluna de Bruno Astuto, na versão online da Revista Época. Bruno, porém, sente na pele a dor de ter perdido alguém tão querido: ele era amigo pessoal do colunista amazonense, que com seus quase dois metros de altura era carinhosamente chamado de “grandão”. “Alex foi o maior embaixador que o Amazonas poderia ter tido no mundo. Ele carregava sua terra, sua gente e sua natureza na alma. Transitava em todos os meios com sua gargalhada arrebatadora, sua gentileza e sua paixão pelo jornalismo. Para ele não havia portas fechadas. Alex era uma luz na vida de seus amigos e tenho muito orgulho de ter feito parte deles; meu querido amigo sempre foi inteligente, divertido e, acima de tudo, leal”, pontua.

O Hospital Sírio Libanês até o momento não divulgou o laudo da causa da morte do colunista. A família, ainda muito abalada com a perda repentina, não divulgou informações sobre o velório. O material completo da entrevista estará disponível na edição desta quarta-feira, 22, do jornal A CRÍTICA.