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Celebridade Nacional, cineasta, Festival de Cannes 2012, Walter Salles

Com filme participando no Festival de Cannes, Walter Salles, diz não esperar por premiação

“Competir em Cannes é como entrar no estádio de Camp Nou, na Espanha, para jogar contra o Barcelona.”, diz o cineasta 20/05/2012 às 12:45
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O cineasta brasileiro em um set de filmagem
acritica.com Manaus

Com o recém- lançado “Na Estrada”, concorrendo à premiação máxima do Festival de Cannes, a “Palma de Ouro”, o cineasta brasileiro Walter Salles, em entrevista a uma publicação semanal, disse que vai de peito aberto, sem esperar nenhum prêmio.

“Competir em Cannes é como entrar no estádio de Camp Nou, na Espanha, para jogar contra o Barcelona.”, diz o cineasta.

Para levar o tema às telas, Salles adaptou a história de Pé na Estrada, do poeta Jack Kerouac, que relata uma viagem de travessia dos EUA, feita por dois jovens da geração beat - considerada ícone da contracultura e da transgressão. 

Kerouac era um ideólogo da liberdade a todo custo e, por isso, tanto o romance quanto o filme polemizam por tratarem o sexo de forma aberta e as drogas como um meio para a ampliação dos sentidos e do autoconhecimento.

Quanto ao que levou o diretor a se tornar cineasta, ele explica que foi o fato de sempre ter se encantado pelas narrativas das estradas, o que são o tema das produções de Central do Brasil, Diários de Motocicleta e agora de Na estrada; todas dirigidas por Salles.

“O filme que me trouxe para o cinema foi Passageiro: profissão repórter, de Antonioni, com Jack Nicholson no papel de David Locke.”, conta.

Outro ponto abordado na entrevista foi o objetivo de se fazer cinema. Usando a máxima do colega de profissão, Manoel de Oliveira, ´A cultura é aquilo que sobra quando todo o resto acabou’, Salles diz: “Não importa como você deixa esse testemunho. (...) O importante é que seja uma tradução de sua inquietação.