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FOLCLORE

Com muita festa, Guerreiros Mura abre o 21° Festival de Cirandas de Manacapuru

A associação folclórica do bairro da Liberdade trouxe o tema “Amazônia, o Amor e a Bravura de um Guerreiro Cirandeiro” 01/12/2017 às 23:20 - Atualizado em 02/12/2017 às 09:23
Show mura 123
Fotos: Jair Araújo
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O Parque do Ingá ficou em festa azul, vermelha e branca, ontem, com a Ciranda Guerreiros Mura, que abriu o 21° Festival de Cirandas de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A associação folclórica do bairro da Liberdade trouxe o  tema "Amazônia, o Amor e a Bravura de um Guerreiro Cirandeiro", que mostrou a temática amazônica através dos personagens tradicionais Seu Manelinho, Constância e Seu Honorato.

Neste sabado é a vez da Ciranda Tradicional, do bairro da Terra Preta, que traz "Manacapuru, o Início da História foi Assim", sobre os primórdios da "Princesinha do Solimões" como é conhecida Manacapuru. 

Domingo a Flor Matizada encerra o Festival trazendo a temática "Luz", abordando a contemporânea luta do povo indígena pelo conhecimento científico.
  
Todas as três agremiações tem o tempo limite de 2h30 para sua apresentação.

A apresentação iniciou às 22h por conta do tradicional atraso dos jurados que só apareceram na arena às 21h41. A comissão julgadora é formada por Volnei César (filósofo)
Rodrigo Barbosa (mestre em Ciências da Educação), Luciana Souza do Nascimento (licenciado em Letras), Edria Melo Pimentel (bacharel em Comunicação Social), Eliakim da Cunha (cientista social) e Wellington Brito de Sena (graduado em licenciatura plena em música e maestro).

O apresentador Adalto Jr. "abriu os trabalhos" da Guerreiros Mura, chamando para a arena o famoso cantador Gamaniel Pinheiro, que está há nada menos que 24 anos na ciranda do bairro da Liberdade.

O cordão de entrada trouxe um dos grandes momentos da agremiação: a representação do "Caos do Mundo" a partir da ira do personagem "Seu Honorato", que com inveja da felicidade da união de "Constância" e "Seu Manelinho" instalou as trevas no Planeta Terra. Os componentes do cordão estavam vestidos de preto, com o rosto pintado de vermelho.

Durante toda a apresentação da ciranda, Seu Manelinho, interpretado pelo artista Will Taylor, viveu uma verdadeira odisseia em busca das sete cores do arco-íris para salvar a Amazônia do caos instalado por Honorato.

A Ciranda Guerreiros Mura veio com 12 módulos que deram vida a alegorias gigantescas. Uma delas foi uma imensa serpente posicionada estrategicamente em frente a um gigantesco coração, decerto contando valiosos pontos para o item 11, Criatividade.

O cantador Gamaniel Pinheiro evoluiu sobre uma canoa estilizada sobre as águas amazônicas e conduzida pelo personagem Seu Manelinho remando a embarcação.

Luxuoso em verde e prata, o cordão de cirandeiros veio debaixo da pele da gigantesca serpente. E haja bailado bonito com coreografia e sincronismo.

Seu Manelinho comandou uma lagarta verde e enfrentou um gigantesco cavalo-marinho.

A seguir, sobre um barco, veio a bela Eduarda Telles representando a personagem Constância

Crianças da Escola Municipal Leopoldo Neves encenaram um balé junto com o cordão de cirandeiros como se fossem borboletas do Jardim de Seu Manelinho.

A Porta-Cores Sabrina Sales veio dos céus conduzida por uma borboleta gigante içada em um guindaste. Ela carregava o pavilhão azul e branco.

Já a Princesa Cirandeira Ana Paula Teles veio conduzida por um escorpião também içado.

Em mais um desafio de Seu Manelinho, ele encantou um "Sapo Boi da Índia".

Na sua evolução, Paula Araújo, a cirandeira bela, foi reverenciada pelo cordão de cirandeiros. 

O último grande ato de Seu Manelinho foi obter a última cor num duelo contra uma beldade no gelo.

A apresentação da Guerreiros Mura encerrou com uma apoteóse com todos os componentes brincando de ciranda numa grande festa de cores.

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