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Concerto cênico revigora repertório barroco

Música de Manaus, Rio e São Paulo apresentam o concerto "Luz e escuridão", no dia 11, no Palácio da Justiça 08/12/2012 às 11:09
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Com uma proposta visual diferente, o concerto vai reunir 12 músicos, sendo dois convidados do Rio de Janeiro e um de São Paulo
Rosiel Mendonça Manaus

Na próxima terça-feira, dia 11, o público manauara vai poder apreciar um novo conceito em apresentações de música clássica. A partir das 20h, o Centro Cultural Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, 833, Centro, atrás do Teatro Amazonas) vai receber o concerto cênico “Luz e Escuridão”, uma realização do projeto O Discurso Harmônico, com o apoio da Secretaria de Cultura (SEC). A apresentação será única e gratuita.

Com um visual diferente, o concerto vai reunir 12 músicos, estudiosos do repertório barroco, sendo dois convidados do Rio de Janeiro e um de São Paulo. Quem assina a direção cênica é William Pereira, convidado frequente do Festival Amazonas de Ópera. Sem regência de um maestro, o concerto conta apenas com a direção artística da professora Laura Rónai.

“Por sermos poucos músicos, um maestro não se faz necessário, já que todos são bastante conscientes das suas respectivas partes. Tudo acaba fluindo naturalmente, dá para a gente se entender só pela comunicação pessoal”, explicou um dos integrantes, Átila de Paula.

Segundo ele, esta será a primeira vez que um concerto nesses moldes é realizado na cidade. “Esse já é um estilo popular nas principais salas de espetáculo do mundo. A diferença é que os músicos não vão entrar apenas para tocar, também vai haver um pouco de performance”, adiantou.

REPERTÓRIO

Fazendo jus aos contrastes que marcaram o Barroco, estilo que floresceu entre os séculos 16 e 18, o concerto cênico vai usar as ideias de luz e escuridão para costurar o repertório da apresentação. A primeira parte, referente à luz, vai ressaltar instrumentos como a flauta e o violino. Na transição, que terá uma atmosfera mais densa, peças para cravo, alaúde e guitarra barroca ganharão destaque.

Para encerrar, a escuridão será representada por árias de Vivaldi (1678-1741) e duas cenas da ópera “Armida”, de Jean-Baptiste Lully (1632-1687), que contarão com a participação da soprano Miriam Abad, no papel de Armida, e do tenor Fabiano Cardoso, no papel de Rinaldo.

O DISCURSO HARMÔNICO

Sem integrantes fixos, O Discurso Harmônico é uma proposta de músicos de todo o Brasil comprometidos com renovação do interesse da plateia pelos grandes clássicos dos séculos 17 e 18, utilizando réplicas dos instrumentos originais do período.

Sem se limitar apenas ao repertório europeu, o projeto também percorre o repertório colonial e barroco latino-americano, buscando sempre uma interpretação atual e interessante.