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Conheça a história de mulheres que trabalham à noite

Elas são exemplos de mulheres que amam o que fazem, com elegância e perseverança 08/03/2012 às 11:56
Show 1
Elas comandam a noite em Manaus
Mellanie Hasimoto ---

Quem é baladeiro inveterado, com certeza já as encontrou em alguma ocasião ou outra. Elas estão na noite manauara há algum tempo, e são admiradas por seus talentos em suas respectivas áreas. Hoje, no Dia da Mulher, a homenagem do BEM VIVER é feita a todas as guerreiras e trabalhadoras da vida noturna que, de uma maneira ou outra, fazem nossa noite agradável e cheia de diversão. Elas conquistaram seu espaço com dedicação e respeito.

Origem

O Dia Internacional da Mulher tem origem nas manifestações femininas ocorridas na Europa e Estados Unidos por melhores condições de trabalho, no início do século 20. Hoje, as condições de trabalho melhoraram, as mulheres têm mais direitos, mas ainda há muita gente que não aprecia o serviço que elas prestam.

A partir do momento em que você decide sair de casa para cair na noite, em algum momento você vai encontrar alguma coisa relacionada a elas. Fefa Cacheado, promoter, Kazue Matsuo, bartender, e Beth Moraes, proprietária do lanche Beth Balanço são somente alguns dos exemplos, em suas respectivas áreas, de garra feminina na noite manauara. Quem frequenta as baladas já ouviu estes nomes, e elas são a prova de que elegância e competência levam longe!

A promoter

Nenhuma balada se produz sozinha. Para que tudo aconteça é preciso muito trabalho, dedicação e paciência. E não há ninguém melhor que Fefa Cacheado para produzir um evento. Figurinha carimbada na vida noturna, todo mundo conhece seu serviço. E a promoter natural de Natal sabe mais do que qualquer um como as coisas funcionam por aqui.

“A coisa mais complicada, no início, foi me posicionar no mercado local como profissional, de modo que as pessoas não confundissem o meu trabalho com outra coisa. Precisei construir uma imagem sólida, e fazer com que percebessem a profissional que sou. Se tivesse enveredado para outros caminhos, certamente estaria fazendo outra coisa. Deixei de ganhar fácil para ter uma conduta séria e respeitada”, declarou.

Responsável por algumas das festas mais memoráveis de Manaus, Fefa começou a trabalhar aos 17 anos, quando precisava divulgar suas lojas. “Acabei gostando, vi que dava mais dinheiro, e virou business para mim”, ressalta.

Fefa já não é mais promoter, e sim produtora de eventos. Sócia do extinto club Hype, que acolheu a juventude manauara entre 1999 e 2004, teve um grande homem por trás de seu sucesso. “O Armando Mendes colaborou muito para o meu crescimento, me apoiou em tudo relacionado a Hype”, lembra. “Tenho 42 anos e simplesmente amo o que faço”.

A bartender

Já na balada, ninguém fica com sede se depender da bartender Kazue Matsuo, 25. Nascida em Nagoya, no Japão, a profissional admite que encontrou certa dificuldade quando chegou a Manaus. “Mas por parte de quem contrata, pois tem gente que ainda acha que ser bartender é coisa só de homem”, disse.

Desde os 19 anos trabalhando na área, Kazue pretende ensinar o ofício às amazonenses. “Tenho um projeto de fazer uma consultoria, um curso, para ensinar o meu hobby. Porque ser bartender é muito mais que um trabalho para mim, é uma coisa que eu realmente gosto de fazer”, ressaltou.

Mas como tudo na vida, há uma parte boa e um lado ruim em ser bartender. “A melhor é fazer o que eu amo. Sempre gostei de balada, de ver gente bonita e, quando um cliente me pede sugestão, posso indicar um drink e ver que ele saiu satisfeito. Já as pessoas mal-educadas são a parte ruim disso”.

A chef

Desde os anos 80, o restaurante Beth Balanço é referência no que se refere a comidinhas pós-balada. Mas o local não serve só simples X-saladas, não. Visionária, Bernadete Moraes inovou ao inserir pratos mais sofisticados em seu cardápio. São crepes, panquecas e sanduíches de comer rezando. “Criei muita coisa da minha cabeça mesmo”, riu.

O restaurante surgiu em 1978, mas foi crescendo por conta da dedicação da proprietária. “Sempre tratei meus clientes com muito carinho e dedicação. Talvez seja por isso que hoje muitos deles viraram amigos”, comentou.

Procurando sempre sair na frente, Beth, claro, encontrou obstáculos: “Era difícil gerenciar um negócio e ter família, filhos para criar - e eu ainda era estudante! Enfrentei muitas barras, mas com perseverança tudo foi possível”, contou, ensinando o caminho: trabalho duro e amor ao que se faz.