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Conheça parte da trajetória de dedicação e garra da violinista amazonense Bárbara Soares

Bárbara Soares, que começou seus estudos musicais aos 11 anos de idade, em 2001, no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e hoje, aos 23 anos, é professora de violino da instituição, além de integrante da Amazonas Filarmônica e da Orquestra Barroca do Amazonas 26/05/2012 às 18:37
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Bárbara Soares, que começou seus estudos musicais aos 11 anos de idade, em 2001, no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro
RAFAEL SEIXAS ---

Podia ter sido advogada, médica, publicitária ou até mesmo uma astronauta, seu sonho de criança, mas no seu caminho estava um instrumento de quatro cordas: um violino! E desse amor à primeira vista surgiu – com muito treino, dedicação, suor e talento – um grande nome da música erudita amazonense: Bárbara Soares, que começou seus estudos musicais aos 11 anos de idade, em 2001, no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e hoje, aos 23 anos, é professora de violino da instituição, além de integrante da Amazonas Filarmônica e da Orquestra Barroca do Amazonas, duas das mais importantes do Estado.

 “Tinha uma loja de instrumentos, que ficava debaixo de uma das rádios da cidade, e meu pai (José Augusto), que tocava clarinete, me levou lá e disse: ‘escolhe um’. Aí escolhi o violino, mas não sabia que iria estudar. Ele comprou, então fomos, eu e minha mãe (Rosa Neire), ao Claudio Santoro e ficamos esperando para conseguir uma vaga”, relembra Bárbara, que é filha de um casal de policiais. Ao entrar no liceu, em quatro meses, ela ingressou na Orquestra Jovem Encontro das Águas, no comando do maestro Gustavo Medina. “Ele (Medina) não deixava a gente achar difícil (tocar), mas durante o processo a gente pensa. Só que não é, é só ir tocando que dará certo”, fala Bárbara, que gosta das músicas de Claude Debussy e de Bach, mas em suma, como profissional da área, aprendeu a gostar do trabalho de outros nomes da música erudita.

Educadora
Sobre sua primeira aula como professora de violino, ela relembra: “Quase choro. O Walter (encarregado da instrumentoteca), que sempre trabalhou aqui (liceu), desde que eu era pirralha (risos), vinha e me emprestava um instrumento. Hoje chego com ele e falo: ‘cadê minha pagela?’ (risos). É uma emoção muito grande, principalmente de ver essas pessoas que sempre trabalharam aqui”.

Opções
Sua mãe até tentou que ela fizesse outro curso, mas não teve jeito, pois Bárbara se formou em Bacharel em Violino pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “Não é fácil para família nenhuma ver o filho querendo ser músico. Minha mãe falava: ‘minha filha faz outra faculdade’. Por causa disso até tentei outras: fiz um ano de Economia, um mês de Sistema de Informação, cinco dias de Publicidade, só que não era para mim. Só serviu para dizer: ‘mãe eu passo nos vestibulares’ (risos)”. E ainda bem que ela decidiu investir no seu dom, porque – apesar da pouca idade – se encontra bem sucedida no ramo que escolheu, tendo três empregos, com quais sonhou desde que foi apresentada ao violino.

Essa menina de cachinhos já participou de vários concertos pelo País, em Estados como Acre, Tocantins, Rio de Janeiro, Boa Vista, Rondônia, Piauí, além de países como Itália, Espanha e Argentina. E, mesmo com tantas vitórias, sendo uma das promessas da música erudita amazonense, ainda tem o sonho de fazer um mestrado e doutorado em Violino Barroco na Holanda. Bárbara Soares consegue transmitir com seu violino um sentimento de liberdade, de amor e inspiração. Um bravo à artista e que o liceu Claudio Santoro continue descobrindo talentos.

Agradecimentos e festivais do AM

Durante a entrevista, Bárbara Soares agradeceu ao seu maestro da Amazonas Filarmônica, Luiz Fernando Malheiro, e da Orquestra Barroca do Amazonas, Márcio Páscoa, além do secretário de Estado de Cultura, Robério Braga. Ela informou, ainda, que os moradores de Manaus têm sorte, pois contam com muitos festivais de artes. “Temos uma ‘porrada’ de festivais, temos uma ‘porrada’ de cursos no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro. É só o aluno querer muito. Sei que todos têm seus empregos, faculdades, mas nas horas vagas vão conhecer os festivais de teatro, jazz, ópera... Não é qualquer cidade que tem essa gama de festivais”, disse Bárbara.