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Crianças que sofrem com diabetes

Os pequenos convivem com privações. Os doces já não podem fazer parte da dieta e, em alguns casos, a insulina é companheira diária 04/03/2012 às 14:49
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Na rotina da pequena Julie está a aplicação de insulina injetável
Ivana Vitória Ribeiro Manaus

A diabetes deixou de ser uma doença que ataca somente os adultos. As crianças também são afetadas pela alta taxa de glicose. Com apenas quatro anos, a pequena Julie Cavalcante foi diagnosticada com a diabetes tipo 1, a forma mais perigosa da doença. “O início foi uma barra, descobrimos de uma hora para outra que nossa filha de quatro anos era diabética. Pela primeira vez ela foi internada, tiveram que limpar o sangue dela e Julie teve que ser medicada com soro”, conta o pai Antônio Marcos Cavalcante.

De acordo com o endocrinologista e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Jean Souza, pesquisas apontam que a diabetes entre crianças pode ter relação com a alimentação dada até os seis meses de vida.

Doutor em diabetes, Jean explica que a causa da doença aparecer entre os menores varia muito. No caso do tipo 1, que atinge menos de 10% das pessoas, depende de fatores genéticos. Quanto a do tipo 2 - mais raro entre as crianças -, ela surge em razão da obesidade. Segundo o especialista, é muito fácil saber os sintomas de uma criança com diabetes: muita fome, mas em vez de engordar, ela emagrece; além de muitas idas ao banheiro para urinar e sede em excesso.

Dificuldade

Antes da descoberta da doença de Julie Cavalcante, os sintomas para a desconfiança dos pais foi o seu emagrecimento, ao mesmo tempo em que a menina mantinha uma senhora fome, além de urinar bastante.  Hoje, a pequena já está adaptada a sua nova vida e é na base da conversa que a família tenta levar a doença da melhor forma possível.

Julie passa por quatro exames por dia, feito por ela mesma, para medir a sua taxa de glicose. Ela injeta insulina assim que acorda, além de se alimentar de três em três horas.

Mas a maior dificuldade é na hora da escola. Julie precisa de alimentos que não contenham açúcar, porém, a instituição não disponibiliza esse tipo de alimentação. A saída foi levar o lanche de casa para a filha não passar mal.

Os pais começaram a aderir ao novo hábito alimentar da filha e têm evitado fritura, refrigerante e até evitam festinhas infantis, optando por um lugar mais calmo para passear.