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Criatividade e Arte na Central de Artesanato Branco e Silva

A reportagem apresenta o trabalho feito pelos artesãos da cidade no espaço  09/09/2012 às 16:14
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Produtos variados podem ser encontrados na Central de Artesanato Branco e Silva
Rafael Seixas ---

O Amazonas é berço de talentosos artistas, independente de qual seja o segmento. Temos vários exemplos, porém não se fala muito dos artesãos. Neste ano, a categoria ganhou um evento voltado somente para esta arte (leia o Saiba +), por isso a reportagem do BEM VIVER decidiu visitar, sem hora marcada, a Central de Artesanato Branco e Silva, espaço mantido pelo governo do Estado, onde artesãos – divididos em 28 lojas – podem mostrar e vender a sua arte. Fundada no ano de 1984, a central reúne vários profissionais que utilizam em suas peças materiais presentes na natureza. É comum ter obras feitas com palha de tucumã, fibra e palha de tucum, cipó titica, madeira de murapiranga, jupati, semente de babaçu, ouriço da castanha, escama de peixe, entre outros.

Acessórios e decoração
O produto final do processo de concepção dessas peças são colares, esculturas, pulseiras, brincos, anéis, chaveiros, canetas, porta-trecos, cestas, berços e até barquinhos, como os feitos por Marcelino Borges, um dos artesãos mais antigos da central, que faz pequenas embarcações – sempre batizadas com o nome de Amazonas ou Rio Negro – do talo do buriti. “O turista que mais passa por aqui é o de São Paulo. Uma média de 80 pessoas compra meus produtos na loja (n° 26) ao mês. Faço uma média de 200 barquinhos mensalmente, mas os maiores (até com um metro) são por encomenda”, disse Borges. “Quem encomenda mais de mim é o restaurante Amadeus, de São Paulo, que pede de 100 a 200 por mês”, complementou. Cada embarcação custa R$ 15.

Pedidos
Boa parte dos artesãos da Branco e Silva aceitam encomendas. No momento da visita, Júlio César Araújo, da loja n° 10, estava fazendo, em seu ateliê, localizado nos fundos da central, algumas cúpulas de oratórios – onde coloca imagens de santos. “Estou aqui há 28 anos e esse é um ponto comercial para nós. Não tenho uma base de quantas peças vendo por mês, porque tenho uma clientela que sempre vem comigo. Eu não vivo praticamente da venda da central, vivo mais das encomendas que recebo”, contou Araújo, que atende de cinco a dez pedidos mensalmente – cada um com cerca de 30 peças. A Central de Artesanato fica localizada na rua Recife, 1.999, Adrianópolis. O horário de funcionamento é de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; segunda, do meio-dia às 18h; sábado, das 9h às 16h; e domingo não abre.

Lembranças da Central
Produtos variados podem ser encontrados Um dos destaques da Central de Artesanato Branco e Silva é a loja do artista Jander Cabral Turistas e visitantes podem comprar lembranças de todos os preços na Central de Artesanato Branco e Silva. Existem produtos que vão de R$ 1 até R$ 150 mil. Um das lojas mais famosas do local é a J. Alcântara, n° 7, que conta com produtos feitos com madeira. Bonecos, máscaras, canetas, entre outras coisas, podem ser adquiridas no espaço.

Contudo, o maior atrativo do espaço são as esculturas. De acordo com Jôe Alcantara, artesão com 28 anos de experiência, as esculturas mais procuradas são dos seguintes animais: onça (por causa da sedução), gavião real (pela imponência) e as araras (representam a união dos casais). Ao ser questionado qual desses três animais estava fazendo mais sucesso no mês, o artista foi categórico ao dizer que é a onça. Outra loja que merece destaque pelo design e qualidade de suas produções é a de Jander Cabral. O artista faz peças únicas de bolsas e ecojoias como colares, brincos, pulseiras, chaveiros, anéis, entre outros, por preços bem acessíveis. Os produtos custam de R$ 5 a R$ 450.

Saiba +
Feira de artesanato O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) e do Programa do Artesanato Amazonense, realiza a 1ª edição da Feira do Artesanato Mundial (FAM) em Manaus. O evento será realizado até o dia 16 de setembro, no Centro de Convenções do Manaus Plaza Shopping, avenida Djalma Batista, 2.100, Chapada. Ação é direcionada a pessoas de todas as idades. O acesso é gratuito.