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Crítica: outros mundos no filme do 'Cirque Du Soleil'

Apesar de algumas falhas, filme em 3D da trupe canadense encanta quem é apaixonado pela arte circense 25/02/2013 às 09:23
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O filme é, basicamente, uma viagem por sete dos maiores e mais famosos espetáculos do circo, entrelaçados por um fiozinho de história de amor
Mellanie Hasimoto Manaus, AM

Magia, leveza e uma viagem pelo mundo surreal: quem curte a arte circense e já ouviu falar em Cirque du Soleil sabe que esses três elementos não faltam nos espetáculos da trupe de origem canadense. Tudo isso está ao alcance do público por meio do longa “Cirque du Soleil: Outros Mundos”, em cartaz nos cinemas da cidade.

O filme é, basicamente, uma viagem por sete dos maiores e mais famosos espetáculos do circo, entrelaçados por um fiozinho de história de amor. A jovem Mia (Erica Linz) entra num parque de diversões e troca olhares com um acrobata (Igor Zaripov). Durante a apresentação do bonitão, acontece uma tragédia: depois que o rapaz despenca do trapézio e cai no centro do picadeiro, um buraco o engole. A jovem, desesperada, vai atrás dele e acaba caindo no buraco também. A partir daí, a dupla passa por diversos “mundos” para se encontrar, algo que lembra muito Alice no País das Maravilhas.

Sucessos

Com pouquíssimos diálogos (quase nenhum, aliás), as coreografias de “O” (1998), “Kà” (2005), “Mystère” (1993), “Viva Elvis” (2009), “Criss Angel Believe” (2008), “Zumanity” (2003) e “The Beatles — Love” (2006) começam a ser executadas. A exceção de Elvis, os outros shows estão em cartaz em Las Vegas.

O diretor especialista em cinema de três dimensões, James Cameron (Avatar), é o produtor executivo e Andrew Adamson (Shrek, as duas primeiras partes de As Crônicas de Nárnia) encarregou-se da direção e do roteiro.

Quem ainda não teve a oportunidade de ver uma apresentação ao vivo, pode ficar mais perto da magia do circo canadense por meio do cinema. Já quem conhece as apresentações do Cirque, sabe que vai encontrar artistas que desafiam a gravidade, figurino e maquiagem étnicos/psicodélicos e muitas piruetas. Entretanto, por conta das técnicas utilizadas pelo diretor, perde-se um pouco do espanto e apreensão de ver homens e mulheres fazendo o que passam horas treinando e ensaiando: as cenas de câmera lenta são lindas, mas tiram toda a sensação de dificuldade das acrobacias.

Magia

Apesar de algumas falhas no tórias, o público vai se surpreender com os acrobatas no barco fantasma, as contorcionistas asiáticas, com os “super-herois” nas camas elásticas, e a luta entre homens suspensos por cordas em uma grande plataforma vertical.

Vale a pena para quem gosta muito do Cirque du Soleil e não pode ir, no final de março, à estréia do novo espetáculo “Corteo”, em São Paulo, cujos ingressos mais baratos custam R$ 190, ou qualquer outro espetáculo em Las Vegas, cujos ingressos não saem por menos de US$ 69 (aproximadamente 138 reais). No cinema? Apenas R$ 24.