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Críticos e internautas fazem suas apostas para o Oscar 2012

Em enquetes publicadas no UOL Cinema e no Facebook, perguntamos aos internautas quem deveria ganhar as estatuetas nas categorias melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante 26/02/2012 às 15:21
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Cenas dos filmes "A Invenção de Hugo Cabret", "O Artista" e "Os Descendentes", indicados ao Oscar
UOL/Cinema ---

A edição 2012 do Oscar se realiza neste domingo (26), em Los Angeles, a partir das 21h (16h, no horário local) e, embora as escolhas dos votantes da Academia sejam sempre um pouco imprevisíveis, O UOL consultou críticos e público para saber quais são suas apostas nas principais categorias dos prêmios da Academia.

Em enquetes publicadas no UOL Cinema e no Facebook, perguntamos aos internautas quem deveria ganhar as estatuetas nas categorias melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Também perguntamos a Ana Maria Bahiana (crítica e blogueira do UOL), Inácio Araújo (crítico de cinema da "Folha de S.Paulo" e blogueiro do UOL), Roberto Sadovksi (jornalista) e Sérgio Alpendre (crítico e blogueiro do UOL) quais eram seus chutes nas mesmas categorias. Veja o quadro abaixo.

Embora críticos e públicos estejam de acordo em alguns pontos, há diferenças gritantes, como é o caso do principal prêmio, de melhor filme: enquanto "O Artista" dividiu as atenções dos críticos com "A Invenção de Hugo Cabret", "Meia-Noite em Paris", de Woody Allen, que nem sequer foi lembrado pelos especialistas, ganhou com folga a preferência dos internautas, ficando com 23% dos mais de 10 mil votos da categoria. "Hugo" veio só em terceiro, com 14%, e "O Artista" veio em quinto, com 12%.

Para Roberto Sadovski, a escolha de "Meia-Noite em Paris" é um exemplo perfeito de como o consenso popular norteia a votação do público, que acaba escolhendo filmes mais vistos e que ficaram mais tempo em sua cabeça. "Foi sucesso de público no Brasil, é um filme simpático, tem um diretor de grande calibre como Woody Allen e sua indicação soa como uma vingança contra o cinema preguiçoso", diz.

Sérgio Alpendre também acredita que o público acaba escolhendo os filmes mais conhecidos, também seguindo seu próprio gosto, enquanto as escolhas da crítica tendem a ser "um misto de preferência pessoal com palpite de favoritismo". "Mesmo com essa tendência, é surpreendente que o filme de Woody Allen tenha ficado tão na frente de 'Hugo', de Martin Scorsese. Mostra que 'Meia-Noite em Paris' é mesmo um dos mais populares de Allen, e que talvez 'Hugo' não seja tão bem sucedido assim em sua pedagogia para não-iniciados", acredita o crítico. Alpendre destaca um outro dado a ser considerado: "Quanto maior o número de votantes, mais conservadora tende a ser a votação. Esse fator é ainda mais sensível quando o leitor pode votar em mais de uma opção".

Inácio Araújo viu algo positivo no fato de a escolha do público fugir do favoritismo de "O Artista". "Acho ótimo 'O Artista' aparecer em quinto lugar, apesar de todo o Carnaval em torno dele. Eu achei que aquilo é filme mudo para quem não vê filme mudo. Ao mesmo tempo, 'Meia-Noite' é um filme que já passou, foi visto por todo mundo".

Um outro resultado surpreendente foi a escolha pelos internautas de Jean Dujardin, protagonista de "O Artista", como merecedor da estatueta de melhor ator, considerando que o filme estreou no Brasil há apenas duas semanas e é uma produção mais artística, muda e em preto e branco. Além disso, o francês competia com os galãs George Clooney e Brad Pitt. "Eu confesso estar surpreso com Jean Dujardin na ponta. Mostra que o público presta atenção em seus filmes e gosta, sim, de ver um bom trabalho reconhecido", diz Sadovksi. Alpendre também considera o resultado surpreendente, por não seguir a lógica do que é mais conhecido pelo público, como no caso da escolha de Meryl Streep como melhor atriz.

Neste caso, para Inácio, apesar de acreditar que Streep levará a estatueta, sua preferência pessoal vai para Glenn Close, discordando da crítica e do público. "Não vi o filme com Viola Davis ainda e prefiro Glenn Close, cujo trabalho tem menos apoio da maquiagem. O personagem dela é também mais rico. A Thatcher de Meryl Streep acho que é ainda mais chata que a original", diz.

Nesta e nas demais categorias, com exceção de melhor atriz coadjuvante, as apostas da crítica e do público se aproximaram mais e seguiram um apelo um pouco mais pop (caso da escolha de Streep e Scorsese). "No caso de Jessica Chastain, ela esteve em um favorito do público cinéfilo brasileiro ano passado - 'A Árvore da Vida' - e a preferência por ela não incomoda. Mas gosto de ver essa sintonia", diz Sadovski.