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Cultura dos bumbás serão preservadas em memorial

Bois passarão a ter um espaço cativo com projeto de criação do Memorial Cultural Boi Bumbá Jair Mendes  24/02/2013 às 15:12
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Arte dos bumbás preservada em memorial
RAFAEL SEIXAS ---

Os ensaios dos bumbás Caprichoso e Garantido realizados no Centro de Convenções (Sambódromo) não contam com o mesmo número de público dos anos anteriores. Além disso, as agremiações encontram “dificuldades” para a efetivação dos eventos, porque a pauta do Sambódromo é concorrida. Essas e outras problemáticas levaram um grupo de amigos a desenvolver o projeto para a construção do Memorial Cultural Boi Bumbá Jair Mendes, que promete sanar todos os problemas referentes à estrutura e à propagação da cultura do boi-bumbá em Manaus.

No projeto, o memorial é um parque urbano com 50 mil metros quadrados, dotado com espelho d’água, estacionamento, biblioteca comunitária, sala de ritmos, museu do folclore parintinense, feira gastronômica, feira de artesanato amazônico e arena em pilotis no formato de maloca Yanomami com 22 camarotes e área para 15 mil pessoas, desenvolvido pelo arquiteto Paulo Emílio Galvão, o mesmo que criou o Bumbódromo (Parintins) há mais de duas décadas.

“É um projeto que tem forte apelo comunitário já que em sua estrutura abriga espaços voltados para o lazer e a educação coletiva. A área que porventura adotar esse projeto, será muito beneficiada”, afirmou Luiz Pacheco, presidente da escola de samba Aparecida, torcedor do Caprichoso, uma das pessoas à frente do projeto.

Aberto o ano todo

Para Mencius Melo, que teve a ideia para a criação do memorial durante uma viagem ao Rio de Janeiro, o projeto significa uma outra etapa na história dos bois. “Ele irá otimizar nossa relação com a comunidade. Até porque nós não queremos fazer um simples local de ensaio, e sim um parque cultural que atenda à temporada dos bois e que funcione o ano todo para a coletividade”, destacou. “Se concretizarmos esse sonho até mesmo a relação com os patrocinadores do festival será outra, porque teremos uma grande área onde poderemos desenvolver grandes projetos sociais, mas, para isso acontecer, precisamos de um terreno”, complementou.

O projeto está orçado em R$ 10 milhões, conforme informou Melo. “É um investimento que buscamos para fortalecer a cadeia turística, agregar valor social à cidade e para perpetuar o boi de Parintins”, disse o jornalista, que acredita que o memorial deva ser coordenado pelo Movimento Amigos do Garantido (MAG) e Movimento Marujada (MM). Além disso, segundo ele, Parintins é a casa do espetáculo, mas Manaus é quem o vende. “É Manaus que fecha com as grandes marcas”.

Polêmica

Sobre a problemática em torno do Sambódromo, ele explicou que, há muitos anos, como membro ativo do boi, percebeu a queda do público e, por consequência, na arrecadação.

“Essa fórmula está desgastada. Isso começou a me incomodar, porque faltam espaços estruturados para shows em Manaus. Com o crescimento do setor, sofremos a concorrência de empresas que queriam o Sambódromo para fazer seus eventos. Passamos por muitos problemas. Com isso, passei a buscar uma ideia que fosse solucionar o nosso problema. A solução é sair do Sambódromo, mas para um lugar nosso”.

Reunião

Os três idealizadores do projeto (Galvão, Pacheco e Melo) já têm uma área em mente para a construção do memorial. O MAG e o MM irão se reunir com a senadora Vanessa Grazziotin e Oreni Braga, presidente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), no dia 1° de março, para apresentar o projeto.