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Darling Alex Deneriaz recebe homenagem pelo seu excelente trabalho em A Crítica

Amigos e profissionais reverenciam o amigo que nos deixou nesta terça-feira (21), mas ficará na história do colunismo social 22/04/2015 às 16:30
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Alex Deneriaz se joga no céu
Jornal A Crítica Manaus (AM)

“Não dá para deixar a equipe do BEM VIVER simplesmente começar assim esse texto para te homenagear, darling. Você bem que poderia, daí de cima, me dizer um ‘stop’ e me pedir para não tomar uma ‘tarja’? Dói muito! Perdi meu grande e fiel irmão de alma. Sempre te cuidei como um filho. Éramos de muitas emoções. As gargalhadas, os almoços de domingo e de todas as datas, as viagens juntos, as fugidas para o ‘balneário’, nosso bolo de laranja indo para a casa da Donata [Meirelles] e do Nizan [Guanaes] e que caiu dentro do rio Sena, o nascimento da Cris.... tudo sempre juntos...”. E é com a mesma irreverência do colunista Alex Deneriaz que a jornalista e vice-presidente da Rede Calderaro de Comunicação, Christina Calderaro, começa a tecer a última mensagem ao colunista social que por anos desempenhou um trabalho admirável em A CRÍTICA.

Reverenciado nacionalmente pelo seu trabalho, sua alegria de viver e seu amor pela Amazônia, Alex faleceu aos 52 anos nesta terça (21), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, vítima de uma bactéria que se alojou no coração, supostamente durante uma viagem a Barbados, no Caribe. A única preocupação de seus amigos, a partir de agora, é prestar suas homenagens. “...Trouxeste até o evangelho para a minha casa. ‘Un moment, s’il vous plaît’. Vou te prometer ficar bem e, mesmo sem gostar de ‘flutes’, vou pedir para alguém trazer as queijadinhas dos sábados com papai, vou abrir uma ‘viúva’ para celebrar uma amizade única e sem ‘truques’. Brindando à vida de um furacão de alegria, daqueles que viveu ‘sem medo de ser feliz’, meu glorioso Alex”, complementa Christina, deixando o recado ao amigo.

Assim como a vice-presidente da RCC, outros “irmãos de alma” também recordaram toda a trajetória de Alex e o reconhecem como alguém amigo e leal. A médica Simone Quadros era amiga de infância do colunista, e lembra bem de sempre brincar com a irmã mais nova dele. “Em todos os momentos ele estava junto da família, sempre animado, alegre e de bem com a vida. A última vez que eu o vi foi em uma festa. Ele tinha projetos de montar um blog, e um livro com fotos e relatos de muitos amigos de anos na sociedade. Ele estava guardando segredo sobre isso”, destaca.

Vencedor

Na vida do empresário Edmilson Barbosa, 52, Alex sempre foi importante. Principalmente nas décadas de 1989 e 1990 – época em que os dois amigos viveram intensamente. “Tínhamos uma turma chamada Rebeldes Jr., na qual nos reuníamos todos os dias, noites e madrugadas. As reuniões começaram na praça da Vila Municipal, onde tinha o carro de kikão da Bete Balanço. Depois ele se mudou para a Av. Paraíba (hoje Av. Umberto Calderaro. Ele sempre foi a parte festeira da turma. Ele sempre fez parte de nossas famílias, assim como de várias outras tradicionais da cidade. O Alex sempre procurou ser um vencedor”, relembra.

A passagem espiritual de Alex foi noticiada na coluna de Bruno Astuto, na versão online da Revista Época. Bruno, porém, sente na pele a dor de ter perdido alguém tão querido: ele era amigo pessoal do colunista amazonense, que com seus quase dois metros de altura era carinhosamente chamado de “grandão”. “Alex foi o maior embaixador que o Amazonas poderia ter tido no mundo. Ele carregava sua terra, sua gente e sua natureza na alma. Transitava em todos os meios com sua gargalhada arrebatadora, sua gentileza e sua paixão pelo jornalismo. Para ele não havia portas fechadas. Alex era uma luz na vida de seus amigos e tenho muito orgulho de ter feito parte deles; meu querido amigo sempre foi inteligente, divertido e, acima de tudo, leal”, pontua.

A juíza aposentada Marlidice Peres o conheceu ainda menino, na época em que, segundo ela, ele saltitava pela rua e era coroinha da Igreja Nossa Senhora de Nazaré. “Eu sempre observava as peraltices dele. Ele era uma pessoa altamente extrovertida e agradável. Ele era de fácil relacionamento por ser respeitoso. Uma das coisas que destaco nessa vida de colunista social dele é que, se Alex não podia falar bem de uma pessoa, ele simplesmente não falava. Muitas vezes ele se queixava de grosserias que pessoas faziam para ele, mas me dizia que não ia falar mal da pessoa, porque a pessoa não merecia. Teremos saudades dos momentos alegres em que ele estava pronto para levantar o astral de todos”, coloca.

Despedida

O corpo do colunista Alex Deneriaz está vindo de São Paulo e deve desembarcar em Manaus, por volta das 23h, para realização de velório, que será no salão Rio Negro do Palácio Rio Negro, localizado na avenida 7 de Setembro, Centro de Manaus.