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Depois do Ira!, Nasi mostra que é 'Perigoso'

A música que dá nome ao álbum, num clima de folk music americana, serve de desabafo: “Eu levantei, é bom você me ver agora/ Estou blindado, tão tranquilo e perigoso/ E como andei pra atravessar todo esse mundo/ Eu morro um dia, mas vivi do meu esforço”, diz a letra. 01/12/2012 às 11:38
Show 1
Nasi está de volta com um disco solo, 'Perigoso'
Omar Gusmão Manaus (AM)

O ano de 2012 está acabando bem para Nasi. Depois de ver sua banda, o Ira!, terminar de forma pouco amigável após brigas com o irmão e empresário, e de ter pedido de interdição na Justiça feito pelo próprio pai – ambos acontecimentos dos idos de 2007 –, o cantor e compositor mostra que deu a volta por cima. “A Ira de Nazi”, biografia lançada há alguns meses, passando a limpo sua trajetória, foi o início desse processo de ressurgimento na cena artística nacional. Processo que culmina agora com “Perigoso”, o novo disco solo do artista.

Tempo de vinil

“Perigoso” foi gravado em um mês nos estúdios Trama e tem dez faixas. “Foram quatro semanas, de segunda sexta. Como optei pelo formato bem ao vivo e por uma sonoridade crua, de rock e blues, não foi necessário muito tempo”, disse Nasi, em entrevista. Ainda no quesito tempo, o artista afirma que seu norte foi o tempo de duração de um disco na época do vinil. “Eram aproximadamente 19 minutos por lado (o vinil tinha ado A e Lado B) para os sulcos não reproduzirem o som com defeito. Por isso são canções pop e rock de três a quatro minutos”, diz.

No repertório, cinco composições inéditas e cinco versões. “Ouvi muita coisa até um mês antes de entrar no estúdio”, afirma. Dentre as versões, destacam-se “As minas do Rei Salomão”, de Raul Seixas e Paulo Coelho, e “Dois animais na selva suja da rua”, de Taiguara. “Raul já é um cara que faz parte do meu DNA musical. Já o Taiguara, eu não sabia que essa música era dele. Conhecia com o Erasmo Carlos. Não é que eu quis dar um tom de erudição”, justifica.

Quanto aos músicos que o acompanham, Nasi explica que foram todas escolhas naturais e muito orgânicas. “O cerne é o quarteto que me acompanha há alguns anos depois do final do Ira!. E os outros são músicos que fazem parte do meu dia a dia. O que eu escolhi mais a dedo foi o Igor Pardo, que é o melhor guitarrista de blues do Brasil”, afirma.

Nasi se diz bastante satisfeito com o resultado final de “Perigoso”. “O Marcelo Sussekind diz uma coisa que é muito interessante: ‘Disco a gente não termina, a gente desiste’. Tirei o melhor resultado possível. Dos discos que eu já desisti, foi um dos melhores que eu mixei”, define.