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Descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos para cura do câncer de pulmão

Estudo realizado por grupos de pesquisadores descobre alterações celulares que acontecem no estágio inicial da doença e estudam formas de interromper este processo 16/08/2012 às 10:32
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Pesquisa aponta nova estratégia para combate não só ao câncer de pulmão
acritica.com Manaus 16 de agosto

Uma pesquisa publicada no jornal Science Translational Medicine, relata a constatação feita por  um grupo de estudiosos da Clínica Mayo (EUA), Hospital Universitário Giessen e Marburg, na Alemanha; do Instituto do Câncer de Ontário, em Toronto (CAN); e da Universidade do Colorado, em Denver.

Os pesquisadores perceberam que alterações celulares que eram tidas como ocorrências apenas de estágios avançados do câncer, também são vistas em estágios iniciais de câncer do pulmão de uma forma incontrolável. Esta descoberta representa um novo entendimento da extensão  da transformação que ocorre no desenvolvimento do câncer de pulmão inicial – e de provavelmente muitos outros tipos de tumores, dizem os cientistas.

A Clínica Mayo tem trabalhado nesse estudo por cinco anos. Durante o processo, foi necessária a criação de mais de 3 mil ratos transgênicos para o acompanhamento do processo. A descoberta pode ajudar na busca de uma possível estratégia para interromper esse processo, conhecido como transição epitelial-mesenquinal ( EMT).

“Nosso estudo indica a EMT como uma etapa fundamental na progressão do câncer de pulmão, durante os estágios iniciais do desenvolvimento da doença”, diz o principal pesquisador e especialista em biologia do câncer, Derek Radisky.

“As células normais reconhecem quando estão sendo divididas muito rapidamente e ativam programas que bloqueiam a divisão inadequada das células”, diz. “Aqui descobrimos que as células do câncer de pulmão em estágio inicial se desviam do processo EMT para se desviarem dos processos de controle da divisão celular descontrolada”.

A descoberta pode oferecer uma nova maneira de prevenir a progressão para estados mais avançados do câncer, possivelmente por inibir o funcionamento de uma molécula em particular, afirma Dr. Radisky. O estudo foi financiado por doações do Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos e pela Fundação James e Esther Ling.