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Vida

Dia dos avós reforça privilégio dos que ainda os têm por perto

O Dia dos Avós é comemorado na próxima quinta. O V&E conta histórias emocionantes dessas doces figuras 22/07/2012 às 16:56
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O funcionário Público Adilson Oliveira e a esposa Maria das Graças comemoram o nascimento dos netos e união da família
Felipe de Paula ---

Nem todos ainda têm o privilégio de contar com o carinho e sabedoria dos avós. Quem teve, ou ainda tem, conhece bem o sentimento de amor recíproco que emana da relação entre eles e seus netos. Na próxima quinta-feira, dia 26, comemora-se o Dia dos Avós. Para homenageá-los, abrimos esta edição do Vida & Estilo contando duas histórias que expressam bem o sentimento mencionado acima. Só um aviso: cuidado para não molhar as páginas do jornal.

O funcionário público Adilson Oliveira, 62, não teve a oportunidade de conhecer nenhum dos dois avós. Quando ele nasceu, eles já haviam falecido. Por isso, sempre alimentou um desejo especial de ser o avô que ele não teve a chance de ter. As filhas cresceram, a mais velha casou, mas cinco anos se passaram e ela ainda não tinha engravidado. Foi quando, depois de um exame de rotina, apareceu a suspeita de que Adilson poderia ter um câncer, devido a presença de um nódulo localizado próximo à veia cava inferior. A vida parecia estar tomado um rumo diferente do que ele tanto havia sonhado.

A guinada

Campinas, julho de 2005. A família vive a tensão da espera da cirurgia de retirada do nódulo identificado nos exames. A filha mais velha de Adilson, Margareth, e a esposa, Maria das Graças, estão na cidade, hospedadas na casa de amigos da família. Antes mesmo da cirurgia, porém, Margareth, que desconfiava estar grávida, confirma a sua suspeita. Agora era só esperar o resultado positivo da cirurgia para dar a notícia. E ele veio: 100% de sucesso na operação!

“Sentia que não ia conseguir (ver os netos). Era um sentimento de perda. Minha e deles”, diz, hoje, um Adilson renovado pela alegria de ter três netos - Luana, 7 anos, Bernardo, 4, e João, de 11 meses. “Ser avô é um privilégio”, diz ele, com os olhos marejados de lágrimas.

A esposa, e vó-coruja, Maria das Graças, comenta o momento em que foi dada a notícia. “Foi muito choro, abraços e o sentimento de que agora tudo estava indo para o caminho <br/>certo”, relembra.

Coincidências

Para completar as bençãos, o mais novo netinho, o primeiro varão da família, nasceu no dia do aniversário de 36 anos de casamento dos avós.

E por falar em coincidências, no dia da nossa entrevista, a matriarca da família, Dona Marina Arruda, completava 83 anos. Com seis netos, oito bisnetos e três trinetos, ela ainda encontra bons motivos para seguir em frente (sua mãe morreu aos 83 anos). “Eu só tenho a agradecer essa dádiva de Deus”, comenta.

Amor multiplicado

O casal José Ananias Dourado, 95, e Palmira Peleteiro, 87, tem juntos, ao todo, mais de 80 netos. Faça as contas, eles tiveram dez filhos. Desses filhos vieram 32 netos, 45 bisnetos, quatro trinetos e ainda tem um a caminho. Contou? Ao todo, são 81 netos e, segundo eles, não tem nenhum privilegiado. “Todos os netos são iguais”, diz Dona Palmira, que coloca Deus e o amor como responsáveis pela união da família. “Ela está certa, porque Deus é amor”, concorda Ananias, ao que diz a neta, Maria Augusta. “Esses dois são sintonia total!”, afirma.

Casal mais antigo da região Norte

Na último dia 16 de abril, a Câmara Municipal de Manaus realizou homenagem ao casal Palmira Peleteiro, 86, e José Ananias Dourado, 85, pelos seus 72 anos de casados. Com mais de 80 netos (entre netos, bisnetos e trinetos), eles têm a família como principal alicerce. Cheios de bom humor e lucidez, eles são lembrados pelos netos como fontes de sabedoria e inspiração de amor e carinho da família. “Eles podem até depender da gente, mas a gente depende deles culturalmente, socialmente, politicamente e emocionalmente”, diz a neta Maria Augusta. “Pra mim é um orgulho ser neto deles”, completa Israel Dourado.

 Bispo auxiliar de Manaus, Dom Mário  explica data da celebração

“Celebramos o Dia dos Avós no dia de São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus. A data é importante porque coloca em destaque a família, obra predileta de Deus, e por ser um alerta para os filhos, netos, sociedade como um todo, de respeitar e valorizar os idosos na sua experiência e sabedoria. Uma sociedade que não respeita os idosos, está em guerra consigo mesmo”.