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AUDIOVISUAL

Diretores da série 'Boto' iniciam montagem dos episódios em São Paulo

Edição da primeira temporada deve se estender até o fim do ano e série vai ao ar em 2018 nas TVs públicas 19/08/2017 às 23:00 - Atualizado em 20/08/2017 às 07:26
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César Nogueira é o diretor de fotografia da série amazonense (Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

A série “Boto”, da Artrupe Produções, é fruto de um tempo de crescente maturidade do audiovisual amazonense. Contemplado com recursos do Programa Brasil de Todas as Telas, do Ministério da Cultura, o trabalho será exibido a partir do próximo ano em todas as redes de televisão pública do País. A novidade é que o processo de montagem da primeira temporada da série acaba de começar em São Paulo, depois de 13 semanas de gravações em Manaus e locações vizinhas. 

A edição está a cargo de Eduardo Resing (“Anfíbio” e “Meus 15 anos”) e é acompanhada de perto pelos diretores Rafael Ramos, Diego Bauer e Victor Kaleb. “Para mim, essa etapa é tão excitante quanto estar no set”, comenta Rafael. “O set é um organismo vivo, que vai reagindo e se transformando. É a primeira montagem. Na segunda, as possibilidades se multiplicam. O ‘Boto’ proporcionou muito material de gravação, então a gente vai precisar ter critério no que for ficar na montagem final”.

Com 13 episódios de 26 minutos cada, a série conta a história de um grupo de teatro manauara que está realizando um filme e tem que lidar com a chegada de uma jovem desconhecida. As experiências com a gravação modificam a vida dos personagens e se misturam com o enredo do filme que eles estão gravando: uma adaptação da lenda do boto para o contexto contemporâneo.
No elenco principal estão os atores Ítalo Almeida, Daniela Blois (do musical “Gabriela”) e Dinne Queiroz, do Amazonas, além de Renan Tenca (“Mãe só há uma”) e Lucas Wickhaus (do musical “Garrincha”), de São Paulo.


Produção foi financiada com recursos do Programa Brasil de Todas as Telas (Keila Serruya/Divulgação)

Aprendizado

Os diretores da Artrupe não hesitam em dizer que “Boto” é o projeto mais longo e desafiador que a produtora já realizou no audiovisual. Na conta de produções anteriores estão os curtas-metragens “O tempo passa”, de Diego Bauer, e “Aquela estrada”, de Rafael Ramos, que também assinou a direção do clipe da música “Lulu”, da banda Luneta Mágica.

“As experiências com os curtas e o clipe foram fundamentais. O que mais muda talvez sejam as nossas escolhas, que têm um peso e uma responsabilidade muito maior numa produção como a do ‘Boto’. Precisávamos amadurecer rápido para tomar decisões que não comprometessem o projeto”, completa Rafael.

Bauer imaginava que essa seria uma experiência marcante, mas ele diz que as expectativas foram superadas em vários aspectos. “Foi uma escola incrível, e não apenas para os três diretores, mas certamente para todos os profissionais envolvidos. A série me deu um gás enorme para pensar em novos projetos”.

O diretor também destaca a responsabilidade que uma produção como essa exige. “É uma mudança de patamar. A gente estava acostumado com uma ideia de audiovisual bem mais ‘comunitário’, em que todo mundo ajudava em tudo, mas no ‘Boto’ cada um tinha sua função para desempenhar. Consegui visualizar melhor o papel que um diretor tem, pois tinha muita gente dependendo da nossa capacidade criativa”.

Equipe da série

O roteiro foi escrito pelos dramaturgos Leonardo de Sá, Lígia Souto e Marcus Mazieri e conta com os atores Renan Tenca, Daniela Blois, Ítalo Almeida, Dinne Queiroz e Lucas Wickhaus no elenco principal. A direção é do trio Rafael Ramos, Diego Bauer e Victor Kaleb, da Artrupe Produções.