Publicidade
Entretenimento
Buzz

Dissica Tomaz diz que José Maria Marin é político e bom de diálogo

Presidente da FAF estava na posse do novo presidente da CBF, que assumiu com a renúncia de Ricardo Teixera, na manhã desta segunda-feira 12/03/2012 às 14:08
Show 1
Dissica com o novo presidente da CBF
Carlos Eduardo Souza Manaus

Na manhã desta segunda-feira o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deixou o comando da entidade. Teixeira cede lugar ao ex-governador de São Paulo e vice-presidente da CBF da região Sudeste, José Maria Marin.

A saída de Teixeira já era esperada. Na semana passada ele anunciou uma licença de 60 dias e, hoje, Marin havia marcado uma coletiva para anunciar os novos rumos da CBF. Foi quando Marin apresentou a carta renúncia de Teixeira.

O CRAQUE ouviu o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério, sobre a saída de Teixeira e a nova administração sob o comando da CBF. Dissica afirmou que o relacionamento com os filiados vai melhorar com a chegada de José Maria Marin, afinal, ao longo dos seus 79 anos de idade, o que ele mais fez foi política.

“Acredito que a administração vai passar por poucas mudanças, mas o tratamento com os filiados vai mudar. O Marin é um político e trata todos da mesma forma”, disse o presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz.

Segundo ele, Marin já tinha um bom relacionamento com os filiados, mesmo antes de assumir a CBF. “Foi uma boa escolha. O Marin se dá bem com todos e isso vai se bom pro futebol brasileiro”, resumiu.

Fim de uma era

Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira havia assumido o cargo no dia 16 de janeiro de 1989 e teve um mandato recheado de vitórias e escândalos.

 No campo das vitórias, ele levou o Brasil a conquistar duas Copas do Mundo - 1994 nos Estados Unidos e 2002 no Japão e na Coreia do Sul - e trouxe, em 2007, a Copa de volta ao país, dessa vez em 2014. Também instaurou o sistema por pontos corridos no Campeonato Brasileiro, criou a Copa do Brasil, reconheceu títulos brasileiros e trouxe mais credibilidade ao decretar o fim das viradas de mesa.

Mas o mineiro nascido em Carlos Chagas no dia 20 de junho de 1947 ficou mais conhecido pelos escândalos na CBF. Décimo oitavo presidente da entidade, burlou a lei para se reeleger, antecipando o pleito e, anos mais tarde, estendeu o mandato para sete anos.