Publicidade
Entretenimento
Vida

Em Manaus, 12 salas de cinema exibem “O Hobbit – Uma jornada inesperada”

Uma jornada épica rumo ao reino mágico de Erebom compreende os seis primeiros capítulos do livro em que se baseia. Cenas intensas de perseguição e batalha prendem a atenção dos espectadores 17/12/2012 às 08:23
Show 1
Martin Freeman interpreta o hobbit Bilbo Bolseiro, que embarca em uma viagem pela Terra Média para retomar o reino de Ereborn
Felipe Libório ---

O primeiro filme da trilogia baseada no livro homônimo de J.R.R. Tolkien estreou mundialmente na última sexta-feira (13), e já rendeu uma bilheteria estimada em US$85 milhões somente nos Estados Unidos. Em Manaus, 12 salas exibem o filme que marca o retorno do diretor Peter Jackson (trilogia “O Senhor dos Anéis”) às adaptações da obra de Tolkien.

O enredo de “O Hobbit – Uma jornada inesperada” compreende os seis primeiros capítulos do livro em que se baseia. O trecho narra o encontro do pacato Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) com o mago Gandalf, O Cinzento (Ian McKellen), que o faz seguir viagem com uma caravana de guerreiros anões rumo ao distante reino de Ereborn, tomado por um dragão chamado Smaug. A primeira parte da saga mostra apenas os contratempos enfrentados pelo grupo no primeiro trecho de sua viagem.

Cheio de seres mágicos e monstros de todos os tipos, o filme procura sempre prender a atenção do espectador com cenas intensas de perseguição e batalha. Apesar da duração de 169 minutos, o longa agradou espectadores que compareceram às sessões de sábado, dia seguinte à estréia mundial. “Eu gostei muito dos efeitos especiais e das lutas. Nem vi o tempo passar”, diz a estudante Bianca Rocha, 17 anos. A opinião é compartilhada pelo caldeireiro Desivaldo Oliveira, 37, que se encantou com a aventura. “Achei o filme ótimo! Estou bastante ansioso para ver o próximo”, diz.

Já o técnico em eletrônica Ivanildo Cardoso, 34, acha que a película não alcançou suas expectativas. “Eu não gostei tanto quanto esperava. O filme foi bem produzido, mas acho que o livro é curto e não deveria ter sido adaptado para uma trilogia. Várias partes foram estendidas para tomar tempo e isso tornou o filme lento”, afirma ele.

Ivanildo conheceu a obra de Tolkien há 12 anos, quando um amigo lhe emprestou uma edição de “O Hobbit”. Animado com a história, passou a pesquisar outros livros do autor e se tornou seu fã. Depois de acompanhar toda a trilogia de “O Senhor dos Anéis” no cinema, ele conta que estava ansioso pelo lançamento de “O Hobbit” e assistiu ao filme na tumultuada pré-estréia do Cinemais do Millenium Shopping. “Mesmo assim eu estou curioso para ver as outras partes da trilogia, principalmente a última”, conta ele.

“O Hobbit – Uma jornada inesperada” consumiu uma verba de US$ 270 milhões e foi filmado junto com as duas continuações ao longo de 14 meses. “O Hobbit” é um livro infantil e sua adaptação para o cinema cumpre bem o papel de entretenimento despretensioso para crianças e adultos que não se importem com canções e cenas de perseguição com personagens pulando de uma plataforma para a outra enquanto elas desabam, fórmula muito semelhante à usada exaustivamente em filmes infantis.

Tumulto na pré-estreia

Quem assistiu à pré-estréia de “O Hobbit” no Cinemais do Millenium Shopping na noite de quinta-feira precisou ter muita paciência.
Segundo relatos de pessoas que compareceram à sessão, a sala destinada a exibir o filme não comportava todos os espectadores e teve que ser trocada duas vezes.

Depois de um atraso de mais de 30 minutos, a projeção começou, mas a imagem e o áudio apresentaram falhas e a sessão teve que ser interrompida logo no início do filme. As falhas permaneceram mesmo quando a projeção foi retomada “Muita gente que estava esperando na fila não encontrou lugar e ficou revoltada”, conta Ivanildo Cardoso, 34.