Publicidade
Entretenimento
Vida

Encerramento do 16º FAO leva quatro mil pessoas ao Largo São Sebastião

A ópera, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), foi adaptada e apresentada em um palco de cinco metros de altura por 22 de largura, com o suporte da Amazonas Filarmônica e convidados, os quais estavam instalados dentro do Teatro Amazonas 20/05/2012 às 21:25
Show 1
A ópera, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), foi adaptada e apresentada em um palco de cinco metros de altura por 22 de largura
Ana Carolina Barbosa Manaus

Com a presença de quatro mil pessoas prestigiando o espetáculo ‘A Flauta Mágica’, a 16ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) encerrou sua programação em Manaus, na noite deste domingo (20/05), no Largo São Sebastião, Centro. A apresentação teve uma hora e quarenta e cinco minutos de duração, iniciando às 19h, e contou com recursos tecnológicos de última geração, a exemplo dos projetores que exibiram paisagens em uma tela gigante, de 22 metros de largura, atraindo a atenção de adultos e crianças.

A ópera, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791), foi adaptada e apresentada em um palco de cinco metros de altura por 22 de largura, com o suporte da Amazonas Filarmônica e convidados, os quais estavam instalados dentro do Teatro Amazonas.

Segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), aproximadamente 250 artistas participaram das apresentações, que iniciaram dia 20 de abril e seguem até 27 de maio, com outros dois espetáculos: em 26 de maio, Manacapuru recebe a ópera “La Bohème” de Giacomo Puccini (1858 – 1924) e em Rio Preto da Eva será executada a ópera “Carmen” de Georges Bizet (1838 – 1875), dia 27 de maio.

Para o titular da SEC, Robério Braga, o evento foi mais uma oportunidade de mostrar o talento dos artistas amazonenses, já que o evento foi 100% desenvolvido por eles. Ele destacou também o cenário tecnológico adotado para a ópera. “É uma evolução vendo pelo ponto de vista tecnológico, com uma estrutura física de alta qualidade”, disse, assegurando que o evento gratuito, até momento, tem apresentado um saldo positivo.

Foram contabilizadas, no total, 22 apresentações, seis óperas, quatro convivências da ópera, três recitais, três vesperais líricas, um concerto/balé e um espetáculo de música e balé. Em Manaus espaços culturais foram palco das apresentações que aconteceram no Centro Cultural Palácio da Jústiça, Teatro da Instalação, Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, Centro Cultural Largo de São Sebastião e Centro de Convivência da Família  Pe. Pedro Vignola

O secretário atentou, ainda, para o quesito acessibilidade, já que o 16º FAO contou com serviço de audiodescrição e tradução de libras para deficientes visuais e auditivos. Robério assegurou que muito em breve todos os eventos realizados pela SEC terão esses serviços disponíveis.

O espetáculo agradou a pessoas de todas as idades. Para a dona de casa Glaudiane Moraes, 27, levar a filha de apenas 9 anos para prestigiar um evento deste porte significa mostrar a importância da cultura e o prazer de um bom espetáculo. “Ela não entende bem o que eles cantam, mas acha engraçado as vozes. São diferentes de tudo que ela já viu”, disse.

Já a professora Suelen da Silva e Silva, 34, disse que a oportunidade de assistir a uma ópera a céu aberto e de graça faz toda a diferença, já que, “para os que têm menor poder aquisitivo, como eu, ter acesso a um bom espetáculo, só indo a São Paulo ou Rio de Janeiro, e com o festival aqui no Largo, a gente pode ter algo de qualidade similar sem gastar absolutamente nada. É uma iniciativa louvável”, frisou.

A Flauta Mágica

O antagonismo entre a Luz e as Trevas, apresentado de forma alegórica na ópera “A Flauta Mágica”, se transformou num embate entre as forças de preservação e destruição da Amazônia, na montagem da peça. A concepção cênica é de Robert Driver, diretor geral e artístico da Opera Company of Philadelphia, que coproduz o espetáculo.

Na versão contemporânea de Driver, a vilã Rainha da Noite é uma empresária ambiciosa, que usa a filha, Pamina, para obter poder. Já o sacerdote Sarastro foi concebido como um ex-empresário que trocou os negócios por uma vida simples na floresta. As provações vividas por Pamina e Tamino na peça, na visão do diretor, são simbólicas para qualquer jovem.

Driver ainda se inspirou em figuras do mundo pop, como a Miranda Priestley do filme “O diabo veste Prada”, ou a Lara Croft do game “Tomb Raider”, para os respectivos papéis da Rainha e de suas três Damas. O príncipe Tamino surge como um naturalista do final do século 19.

Colaborou Jhony Clay Borges