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Enfermeiros falam sobre data e desafios da profissão

Em Manaus, o 'Dia do Enfermeiro' foi celebrado com série de atividades, que fazem parte da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), promovida pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) 10/05/2012 às 10:43
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Para a técnica e estudante do 4° período de enfermagem, Luciana Thereza Peixoto Vieira a profissão é um dom
Anne Gabrielly ---

No dia 12 de maio, é comemorado o Dia do Enfermeiro, profissão que exige cuidado, respeito e principalmente amor. E para falar sobre a data, o enfermeiro Robson Onofre conta em entrevista ao portal acrítica.com, os principais desafios e alegrias da profissão. “ Desde pequeno, soube que meu destino era cuidar do próximo. Minha mãe é enfermeira e isso sempre me influenciou a seguir este caminho. Não me imagino fazendo outra coisa que não seja o meu trabalho”, conta Robson que é profissional da saúde há 23 anos.

Robson Onofre conta ainda que a enfermagem é um desafio diário. “Fazer enfermagem não é só vestir uma roupa branca e ir para o hospital. É muito mais que isso, tem que fazer por que gosta, sem pensar no financeiro, ter foco exclusivamente no paciente”, completa Robson que é enfermeiro do Serviço de Pronto Atendimento, SPA, do Galiléia, Zona Norte de Manaus.

Para a técnica e estudante do 4° período de enfermagem, Luciana Thereza Peixoto Vieira a profissão é um dom. “Sempre gostei de tratar as pessoas da forma como sou tratada. Então quando escolhi a enfermagem abracei a profissão. A enfermagem não é só o ato de saber, é uma arte diária. Gosto de comparar o enfermeiro ao pedreiro, por que assim como ele, constrói em cima do que é diagnosticado pelo médico (engenheiro) que usa sua sabedoria para descobrir a doença e cabe a nós (enfermeiros) tratar”.

Luciana, que há quatro anos é técnica de enfermagem da urgência e emergência da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, Fcecon, diz que é difícil não se emocionar com as histórias dos pacientes. “Sempre me lembro da história de uma paciente minha chamada Carla. Ela tinha 23 anos e era recém-formada em educação física quando foi diagnosticada com um sarcoma. Ela teve várias partes de seu corpo mutiladas pela doença e nunca baixou a cabeça ou perdeu a fé. Em novembro de 2009, em meio à recuperação, Carla fez uma festa para comemorar seus 24 anos e chamou toda a equipe de enfermagem do Fcecon. Dois meses depois Carla faleceu, após descobrir a volta do tumor em várias partes de seu corpo. Eu chorei muito pela morte de uma pessoa tão jovem e tão guerreira”, contou a técnica emocionada.

Em Manaus, a data foi celebrada com série de atividades, que fazem parte da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), promovida pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). A programação pode ser acompanhada no site da FCecon (www.fcecon.am.gov.br).