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Ensaio seminal sobre cultura amazônica tem nova edição lançada nesta terça-feira (21)

“Cultura Amazônica - Uma Poética do Imaginário”, de João de Jesus Paes Loureiro, é reeditado pela Editora Valer 21/07/2015 às 15:02
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O autor é poeta e pesquisador e publicou a primeira edição do ensaio em 1990
Lucas Jardim Manaus (AM)

O poeta e pesquisador João de Jesus Paes Loureiro lançará nesta terça-feira (21), às 18h30, uma nova edição de seu seminal livro “Cultura Amazônica - Uma Poética do Imaginário” em um evento na Livraria Valer, localizada na rua Ramos Ferreira, bairro Centro, Zona Sul de Manaus.

O volume, que é produto de sua tese de doutorado de Sociologia defendida na Universidade de Sorbonne (França), foi publicado pela primeira vez em 1990, virando referência em estudos sobre o tema.

A nova edição, no entanto, chega revisada, com a inclusão de ensaios que se debruçam sobre o impacto do livro, bem como de ilustrações que reforçam os argumentos do autor.

Poeta pesquisador

Um desses ensaios, escrito pela professora Neiza Teixeira, situa o livro dentro do contexto acadêmico sobre a Amazônia e ilustra a importância dele nesse contexto.

“Esse livro, até hoje, é único, pois não li nenhuma outra obra que vê a Amazônia poetizada. A escrita dele é uma escrita poética, apesar de se tratar de um ensaio, e ele observa a região por um prisma particular, que é o prisma da estética, da arte. Ele olha a Amazônia como um poeta, sem perder de vista os parâmetros sólidos que configuram uma pesquisa acadêmica”, comentou a professora.

O autor manifestou sua crença na complementação dessas visões e estilos de escrita. “A visão do poeta sobre o mundo é uma visão que busca a originalidade e a interpretação criativa e que valoriza uma dimensão que, às vezes, cientificamente, não é valorizada, que é a dimensão poética do mundo, da realidade e da linguagem. Eu costumo dizer que sou um poeta pesquisador intérprete. Como poeta, eu procuro ver e sentir o mundo. Como pesquisador, procuro compreendê-lo e buscar seus significados. E como intérprete, procuro ver a dimensão desses significados”, explicou José.

Caboclo autointérprete

Uma das questões enfatizadas na obra é a capacidade do amazônida de se autointerpretar, reforçada pelo fato de o autor ser um nativo - ele nasceu em Abaetetuba (PA).

“Como eu sou produto da cultura ribeirinha e não a rejeitei, eu incorporei em mim a visão dessa cultura, uma visão que busca, diante da realidade, transcendê-la”, refletiu.

Essa transcendência se dá frequentemente através da criação de uma mitologia que, segundo Tenório Telles, coordenador editorial da nova edição, é tão relevante para a pesquisa quanto a grega.  A Academia parece concordar com Tenório, na medida que José relembra vários casos de trabalhos que utilizaram sua obra como base.

Quanto ao feedback do público geral, ele confessa que sua leitura é mais difícil de fazer, mas que um particular medidor lhe deixa bastante satisfeito. “Chegamos à quinta edição com todas as anteriores esgotadas”, conclui, feliz.

Serviço

O que é?  Lançamento do livro “Cultura Amazônica - Uma Poética do Imaginário”

Quando é? Nesta terça-feira (21), às 18h30

Onde é? Livraria Valer (R. Ramos Ferreira, 1195, bairro Centro, Zona Sul)