Publicidade
Entretenimento
Vida

Especialistas alertam para as doenças silenciosas do coração

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta segunda-feira (27), médicos reforçam a importância da alimentação e hábitos saudáveis 26/04/2015 às 17:08
Show 1
A hipertensão arterial, o diabetes, a doença crônica de coluna, o colesterol e a depressão são as que apresentam maior prevalência no país
Luana Carvalho Manaus (AM)

Popularmente conhecida como “pressão alta”, a hipertensão arterial é causada pela força anormal que o sangue faz contra as paredes das artérias para circular pelo corpo. É uma doença crônica degenerativa, que além de fatores genéticos, pode ser adquirida por conta da má alimentação e hábitos não saudáveis.  Por se tratar de uma doença que só provoca sintomas em fase avançada, é preciso ficar alerta e fazer exames periodicamente.

Manaus é a capital com o maior índice de adultos acima do peso no Brasil, onde 56% dos adultos estão com sobrepeso, segundo  última pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A cidade também está entre as 10 capitais brasileiras com o maior índice de adultos obesos, 19%. 

De acordo com o médico Euler Ribeiro, os dados são preocupantes e servem como alerta para os riscos de hipertensão, uma vez que a obesidade é um dos fatores que levam  à doença.  “As condições que levam a esta doença é comer desordenadamente alimentos com  alto índice de gordura saturada,  gorduras visíveis em carnes, frituras,   excesso de sal e não praticar atividades físicas regularmente”, explica. 

O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias. “A doença se dá em função de alterações vasculares que aumenta a pressão no território vascular periférico. A pressão ideal é 120 por 80, acima disso, se considera o limite entre 140 por 85”, ressalta o especialista.

Perigos

A dislipidemia (aumento de triglicérides ou colesterol) é um fator de risco para o desenvolvimento de placas de aterosclerose (acúmulo de gordura) no interior das artérias, causando a hipertensão. Quem tem a doença e não toma os cuidados necessários também pode estar  fadado a ter  problemas cardíacos como  infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. A hipertensão ataca, ainda, os  rins e o cérebro. O estresse também é um fator a ser considerado, segundo Euler.

O engenheiro eletrônico Marcelo Silva, 41, foi diagnosticado com hipertensão aos 30 anos. Aos 35, ele teve uma taquicardia em função da doença. “Uma coisa está ligada a outra. Eu vivia muito estressado e não me alimentava bem. Com isso, minhas veias entupiram e tive problemas cardíacos ainda muito novo”. Este, segundo os médicos, é o pior dos problemas que um hipertenso pode ter.     

Análise de Euler Ribeiro, doutor em geriatria: “O estilo de vida influência”

"A hipertensão é uma doença crônica degenerativa e silenciosa que se dá em função de alterações vasculares, que aumentam a pressão no território vascular periférico.  As condições que levam a isso, além de fatores genéticos,  é comer desordenadamente. Entre as consequências, a hipertensão arterial altera a filtração glomerular do rim, ajuda na receptação  intravascular das gorduras saturadas, fazendo a obstrução dos vasos sanguíneos. Com a obstrução, o coração precisa fazer mais esforço pra alimentar as células.

Pessoas  sedentárias, obesas, que consomem álcool, tabaco e outras drogas estão pré-dispostas a terem ‘pressão alta’. A maioria das pessoas não fazem o controle e a hipertensão quase não apresenta sintomas até sua fase mais avançada.  É preciso  fazer um check-up anualmente, principalmente depois dos 30 anos.  Quem  também tem dificuldade com o sono deve ficar alerta, pois pode ser um componente que altera a hipertensão. É preciso  fazer caminhadas diárias, exercícios  musculares e exercícios respiratórios,  controlar o peso corporal e ter cuidado com o estresse, que também pode causar a doença.“