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Entretenimento
Envelhecimento saudável

Especialistas defendem em Fórum o envelhecimento saudável

Fórum realizado no Rio de Janeiro reuniu mais de 3.500 profissionais ligados à área de Geriatria, Dermatologia, Ginecologia, Endocrinologia e Urologia 31/05/2012 às 15:52
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Médicos discutiram em Fórum terapias antienvelhecimento que não possuem comprovação científica
acritica.com Manaus

O uso de terapias como reposição hormonal e de vitamina e de hormônios bioidênticos entre outros, como forma de retardar ou prevenir os efeitos do envelhecimento foi discutido pelos profissionais que participaram do Fórum que defendeu o envelhecimento saudável.

De acordo com o Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) não há comprovação científica na literatura médica sobre a eficácia da medicina “antienvelhecimento” como ferramenta para reverter ou minimizar as incapacidades associadas a idade avançada, principalmente os relacionados à estética e ao organismo saudável. Dentre os perigos apontados pelos especialistas estão os efeitos da reposição de nutrientes no organismo, que por conta da toxicidade de substâncias como vitamina A, pode acarretar em câncer de pulmão em fumantes; outro exemplo é o uso indiscriminado do hormônio do crescimento (GH), receitado com frequência e que pode aumentar a incidência de diabetes, de dores nas articulações e Síndrome do Túnel do Carpo. 

Para a médica Elisa de Franco, o uso indiscriminado de hormônios foi uma das maiores preocupações do Fórum. “Estas substâncias não devem ser indicadas quando não há deficiências ou indicações com comprovada eficácia. Caso contrário, aumenta o risco de cânceres. Nessas situações a relação custo-benefício, que deve nortear toda prescrição médica, fica comprometida”. A geriatra salienta ainda que os estrogênios (hormônio feminino) estão relacionados ao câncer de mama e útero, a testosterona (hormônio masculino) ao câncer de próstata nos homens e também de mama nas mulheres.

Também presente no encontro, a presidente da Sociedade, Silvia Pereira, ressaltou que “a população precisa saber que na verdade não há fórmula capaz de evitar os impactos da idade além da mudança de hábitos de vida e acompanhamento preventivo ou terapêutico, quando necessário”, defende a geriatra. 

Após as discussões, as sociedades chegaram ao consenso de que é necessário desenvolver mecanismos para coibir o uso indiscriminado desses artifícios por meio de uma resolução do CFM que indique diretrizes para a prescrição de hormônios e vitaminas, principalmente. 

O geriatra americano, Thomas Perls, que também participou do Fórum, contou que nos EUA a tentativa de restringir a prática da medicina antienvelhecimento não obteve muito sucesso e parabenizou o Brasil pela iniciativa. “Esse alerta é muito importante para chamar a atenção da população e esclarecer sobre os riscos que essa prática envolve. E espero que o objetivo seja alcançado e que o país consiga exterminar os profissionais charlatões que fazem promessas impossíveis de serem cumpridas e que ainda podem custar a saúde de um paciente”, finaliza Perls.