Publicidade
Entretenimento
ARTES CÊNICAS

Espetáculo de teatro de papel entra em temporada em Manaus neste sábado (11)

"Vestido Queimado" é a nova produção da Soufflé de Bodó Company e ficará em cartaz no Ateliê 23 08/11/2017 às 09:34 - Atualizado em 08/11/2017 às 10:00
Show  mg 1562
Peça explora linguagem popular entre os séculos 18 e 19 (Divulgação)
acritica.com Manaus (AM)

Nesta semana, a Soufflé de Bodó Company inicia a temporada do seu novo espetáculo, “Vestido Queimado”, que ficará em cartaz no Ateliê 23 (rua Tapajós, 166, Centro) durante todos os sábados do mês de novembro, sempre às 19h. Os ingressos serão vendidos no local a R$ 15 (meia). O projeto é uma realização da Soufflé de Bodó e do Sesc Amazonas, por meio do edital Residência de Artes Cênicas 2017.

A montagem da peça, que tem direção e dramaturgia de Francis Madson, segue a proposta estética do Teatro de Papel (Toy Theater ou Théâtre de Papier), popular entre os séculos 18 e 19. Nesse gênero de teatro, o papel é usado como suporte artístico para a criação de personagens miniaturizados e manipuláveis.

Segundo Francis Madson, “Vestido Queimado” é uma narrativa fantasiosa sobre a amizade entre duas pessoas. “Esse espetáculo é resultado de um projeto de pesquisa cênica que temos dentro da companhia. O Teatro de Papel é uma forma estética e prática de contar histórias que nos interessou bastante, pelo relativo ineditismo na região Norte e no Brasil de um modo geral. O Teatro de Papel é um modo de fazer teatro que nos fez repensar a maneira de trabalhar dentro da Soufflé”, afirma.

Ainda de acordo com o diretor, “Vestido Queimado” também traz um diálogo entre o Teatro de Papel, surgido na Europa, e a arquitetura dos trópicos. “No protótipo estrutural que fizemos, a referência do espaço cênico é o Teatro Amazonas”, completa ele. “A proposta é estética, mas também política, porque estamos trabalhando com uma dramaturgia imagética. No futuro, queremos realizar outras produções para esse tipo de teatro, que permite todos os tipos de montagem cênica”.

Produção

No elenco de “Vestido Queimado” estão os atores Carol Santa Ana, Denis Carvalho, Klindisson Cruz e Yago Reis, que manipulam os personagens e o cenário durante a apresentação. A direção de arte e as ilustrações são assinadas por Eric Lima, e a trilha sonora original é de Yago Reis.

Francis Madson explica que, inicialmente, toda a dramaturgia do espetáculo foi desenhada em papel ofício A4. “Durante a produção, realizamos pesquisa para uso de diferentes tipos de papéis, como Triplex, Paraná, acetato, etc. Além disso, realizamos protótipos do palco e de todos os desenhos em papel Paraná para reduzir o consumo de papel. Por fim, todos os elementos de cena foram confeccionados em papel especial sem corantes artificiais”.

Sobre o Teatro de Papel

O Teatro de Papel é uma expressão típica da época romântica. Teve na sua origem a grande paixão pelo teatro sentida pela alta burguesia dos séculos 18 e 19, e servia para reproduzir no seio das famílias as peças de teatro célebres, tornando-as acessíveis e visíveis às crianças.

“O teatro de papel ‘copia’ na arquitetura, maquinaria, iluminação, texto e narrativa o teatro da época. Era comum cada casa burguesa ter um Teatro de Papel para a diversão da família com histórias populares como as dos irmãos Grimm ou Shakespeare”, acrescenta Madson.

A partir da segunda metade do século 19, o gênero ganhou reconhecimento por conta do papel educativo do teatro e pelos aspectos criativos que ele podia promover entre as crianças. Nessa altura, o Teatro de Papel passou a ser uma espécie de brinquedo voltado a esse público.

Serviço

O quê: Temporada do espetáculo “Vestido Queimado”
Quando: Dias 11, 18 e 25 de novembro, às 19h
Onde: Ateliê 23 (rua Tapajós, 166, Centro)
Quanto: R$ 15 (meia)

* Com informações da assessoria de imprensa