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Pesquisa vasos sanguíneos

Estudo traz esperança de controle de debilidade de vasos sanguíneos

Cientistas conseguiram decodificar integralmente processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos 23/01/2013 às 10:32
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Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo
acritica.com Manaus

A fragilidade de vasos sanguíneos é um problema que causa grande número de distúrbios, tais como doenças cardíacas, crescimento e disseminação do câncer, inflamações e doenças respiratórias.  Um importante passo para reverter o quadro de vazamento de vasos sanguíneos foi dado por uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

O grupo de cientistas decodificou inteiramente o processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos. A descoberta, publicada no Journal of Cell Biology, sugere que diversos agentes, já em fase de testes para outras doenças, podem reverter a debilidade dos vasos.

“Agora que já entendemos bem mais sobre o processo que leva à debilidade dos vasos sanguíneos, podemos começar a tentar intervir de uma forma eficiente e isso é muito estimulante”, diz o principal pesquisador do estudo, o presidente do Departamento da Biologia do Câncer da Clínica Mayo de Jacksonville, Panos Anastasiadis.

Dr. Panos Anastasiadis

Os médicos têm tentado regular esse processo em casos de câncer, através do uso de inibidores do VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), tais como o Bevacizumabe, mas esses medicamentos não são tão eficazes como poderiam ser, se outras partes do processo também fossem inibidas, diz Anastasiadis.

A equipe de pesquisa, liderada por Panos Anastasiadis e Arie Horowitz, da Fundação Clínica de Cleveland, descobriu que o VEGF é uma de duas moléculas diferentes que afetam, em algum ponto, uma proteína-chave, a Syx, para regular a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

“Agora temos novos cursos de ação, tanto para ampliar a pesquisa básica sobre o vazamento dos vasos sanguíneos, como para descobrir um potencial tratamento clínico”, afirma o pesquisador.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Escola de Medicina Dartmouth e da Universidade Case Western Reserve também contribuíram com o estudo.

A pesquisa foi financiada por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, da Fundação Hitchcock e da Escola de Pós-Graduação Mayo, e ainda por uma Subvenção do Desenvolvimento de Cientistas da Associação Americana do Coração.