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Falsa ameaça de bomba em Instituto no AM causa transtornos aos alunos e professores

A ameaça partiu de um telefonema anônimo, com  número restrito, feito às 13h30 desta terça-feira (06) à Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc),que imediatamente acionou a polícia militar e a equipe antibombas 06/03/2012 às 19:30
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Trote trouxe pânico aos estudantes do IEA
Maria Derzi e Thiago Gonçalves Manaus

Uma ligação anônima informando existência de bomba fez paralisar as aulas de cerca de 1,5 mil alunos do Instituto de Educação do Amazonas (IEA). Mas, a ligação se tratava de um trote, informou a polícia.

De acordo com informações do PM sargento, Valdir, a ameaça partiu de um telefonema anônimo, com  número restrito, feito às 13h30 desta terça-feira (06) à Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc), que imediatamente acionou a polícia militar e a equipe antibombas

No período de 30 minutos, a polícia esvaziou o prédio e a direção da escola liberou  os 1,5 mil alunos que estudam em tempo integral antes do horário de saída. Os que precisam voltar para casa na companhia dos pais foram transferidos para o ginásio coberto, onde o esquadrão antibombas realizou a primeira vistoria.

Foram vasculhados todas as salas dos três pisos do prédio, inclusive estruturas onde como caixas de ar-condicionado, lixeiras, mesas, armários e salas vazias onde era possível ser inserido ou acionado algum artefato explosivo.

Depois de quase três horas, o Comandante da 1ª Cicom, Major Corrêa Júnior anunciou que a ameaça de bomba era falsa. “Entendemos que foi um trote. Mas, por medida de segurança nos esvaziados todo o prédio com tranqüilidade e sem tumulto e pedimos para que a direção não falasse o real motivo da evacuação do prédio, para não causar pânico entre os alunos e os pais. Nós verificamos todos os pisos do prédio e nenhum artefato explosivo foi encontrado”, disse o comandante.

O comandante do esquadrão antibombas, tenente Mesquita Feitosa, disse que a equipe fez uma busca por qualquer material incomum encontrado no prédio. “Esse tipo de ocorrência, por se tratar de sua complexidade, devemos sempre tratar como real. Nós verificamos todos os objetivos, ambientes e mecanismos foram vistoriados. Falso alarme é qualificado como crime no Código Penal Brasileiro e o cidadão que fez isso será incriminado. Pode ter sido um aluno, mas acreditamos que não porque as características da forma de falar era de uma pessoa adulta”, disse.

Pais

Apesar de liberados mais cedo, nenhum dos alunos foi avisado do real motivo da evacuação do prédio. Os pais que foram buscar os filhos ficaram surpresos quando souberam da ameaça de bomba. “Eu vim para cá normalmente, não avisaram nada. Estou sabendo por você e agora fiquei preocupado porque ainda não encontrei minha filha. Eles deveriam ter avisado porque eu estou aqui na tranqüilidade pensando que não estava acontecendo nada de errado. Se soubesse tinha chegado antes para buscar minha filha. Achei estranho só a presença das viaturas da policia aqui. Mas, nem imaginei que era uma ameaça de bomba”, disse o bancário Adilson Guedes de Lima.