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Festivais de cinema do outono gringo começam a dar nomes à corrida ao Oscar 2016

Confira os nomes mais quentes a sair dos festivais de Telluride, Toronto, New York e Veneza e que podem estar nos anúncios da Academia no dia 16 de janeiro 14/10/2015 às 08:30
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"A Travessia" teve uma passagem bem-sucedida pelo Festival de Nova York
Lucas Jardim Manaus (AM)

Com o encerramento dos maiores festivais de cinema do outono gringo, é oficial: a corrida rumo ao Oscar agora está a todo vapor e os potenciais candidatos ao prêmio mais famoso da indústria começam a ganhar nome e sobrenome.

Esses possíveis candidatos, por ora, têm sua chance de chegar na cerimônia hollywoodiana mediadas principalmente por sua recepção nos festivais de Telluride (EUA) e Toronto (Canadá), e representando o peso europeu, Veneza (Itália). 

Nova York, que também acaba de realizar seu festival, tem tentado emplacar estreias de possíveis candidatos ao Oscar há cinco anos, com variados graus de sucesso. Este ano, os bem-cotados “A Travessia”, de Robert Zemeckis, e “Ponte de Espiões”, de Steven Spielberg, tiveram sua estreia lá, por exemplo.

Claro que ainda é muito cedo para dizer e a corrida ainda vai longe: os prêmios dos sindicatos americanos, o Bafta (equivalente britânico dos Oscars) e, até certo ponto, o Globo de Ouro, devem definir mais a disputa. No entanto, você pode conferir os nomes mais quentes que podem estar nos anúncios da Academia no dia 16 de janeiro a seguir.

Melhor Filme

Já estreou? Sim. Foi bem recebido? Sim. Veio de uma produtora independente? Sim. Tem Michael Keaton no elenco? Sim. Parece “Birdman”, mas estamos falando de “Spotlight”, um dos primeiros candidatos ao principal prêmio do cinema a pintar nos festivais.

O drama jornalístico sobre os escândalos sexuais da Igreja Católica vem com poder de fogo, mas precisa se impor diante de candidatos como “A Garota Dinamarquesa”, “Steve Jobs” e “Ponte de Espiões”.

Queridinhos da Academia, Quentin Tarantino e David O. Russell também devem conseguir colocar seus filmes mais recentes na disputa - “O Oito Odiados” e “Joy”, respectivamente.

Melhor Diretor

Como Eddie Redmayne, Alejandro Gonzáles Iñárritu está de volta no jogo um ano após ganhar. O diretor de “Birdman” está bem cotado por seu faroeste “O Retorno”.

Considerando que apenas John Ford e John L. Mankiewicz conseguiram esse feito, sua vitória parece improvável. Além disso, ele terá que bater nomes super familiares para quem acompanha a disputa: Steven Spielberg (“Ponte de Espiões”), Quentin Tarantino (“Os Oito Odiados”) e Danny Boyle (“Steve Jobs”).

Dos novatos, Tom McCarthy pode conseguir tração por seu “Spotlight” estar muito bem na fita dos críticos. E a Academia ainda pode aproveitar um trabalho bem tradicional de Todd Haynes (“Carol”) para laureá-lo.

Melhor Ator

A principal pergunta agora é: a Academia topará premiar Eddie Redmayne dois anos seguidos? Depois de levar a estatueta por “A Teoria de Tudo”, ele vem quente de novo este ano com “A Garota Dinamarquesa”.

Tom Hanks conseguiu o feito nos anos de 1993 (“Filadélfia”) e 1994 (“Forrest Gump”), então não é impossível. Falando em Tom, ele também está na corrida com “Ponte de Espiões”, assim como estão Leonardo DiCaprio (“O Retorno”) (que ainda nem estreou) e Michael Fassbender (“Steve Jobs”).

Melhor Atriz

Em tempos de falta de representatividade feminina, é um alívio ver a disputa para esta categoria agitada este ano. Emily Blunt é um nome forte por seu papel em “Sicario - Terra de Ninguém” (originalmente escrito para um homem).

Além dela, a veterana (e premiada) Cate Blanchett tem boas chances com o drama “Carol”, bem como Brie Larson, que tem acumulado elogios por sua atuação em “Room”.

Melhor Ator Coadjuvante

Considerando o excesso de papeis coadjuvantes de peso em “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino, é quase certo que ele emplaque uma indicação nesta categoria (e sem vermos o filme, fica difícil prevermos qual ator fica com ela).

No mais, Michael Keaton tem tido destaque por sua atuação em “Spotlight”, mas sua postura ao perder o Oscar por “Birdman” pode fazer a Academia decidir por não lhe premiar novamente.

Nesse cenário, quem desponta é Mark Rylance, que foi muito bem-quisto por seu papel em “Ponte de Espiões”. Tom Hardy (“O Retorno”) e Benicio del Toro (“Sicario”) também são fortes.

Melhor Atriz Coadjuvante

A categoria já está gerando certo bafafá com o estúdio advogando pela indicação de Rooney Mara por “Carol”, quando a crítica especializada a considera tão protagonista do filme quanto Cate Blanchett.

A mesma situação está acontecendo com Alicia Vikaner e seu papel em “A Garota Dinamarquesa” (o filme basicamente é contado do ponto de vista dela, o que deveria lhe garantir uma indicação a Melhor Atriz). Além delas, Kate Winslet tem sido muito elogiada por “Steve Jobs” e Jennifer Jason Leigh deve ser indicada por “Os Oito Odiados”.