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Festival de Cinema e Direitos Humanos

A 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul pretente estabelecer um diálogo franco com o povo brasileiro sobre seus direitos fundamentais. 01/12/2012 às 12:09
Show 1
Elvis & Madona, filme de Marcelo Laffitte será exibido
Jornal A CRÍTICA Manaus (AM)

Um total de 36 filmes, incluindo vários títulos inéditos no País, estão na programação da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que acontece em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em Manaus, a programação começa na próxima quinta-feira (6) e segue até o dia 11. Os filmes do festival serão exibidos no Cine do Teatro da Instalação, no Centro, com entrada gratuita.

Em todos os locais há acessibilidade a pessoas com deficiência e as sessões contam com sistema de audiodescrição e de closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente).

Debate e reflexão

A programação traz uma série de títulos inéditos no circuito comercial, como os longas-metragens “Hoje”, de Tata Amaral, e “O dia que durou 21 anos”, de Camilo Tavares. Também inédito comercialmente no país, o colombiano “Chocó”, de Jhonny Hendrix Hinestroza, que foi lançado pelo Festival de Berlim deste ano e já foi visto por meio milhão de pessoas na Colômbia.

Outro que teve estreia mundial em Berlim foi “A demora”, que é o indicado oficial pelo Uruguai ao Oscar de Filme Estrangeiro.

O documentário de maior bilheteria no Equador, “Com o meu coração em Yambo”, também tem sua estreia brasileira na mostra. Longa-metragem inédito no Brasil, o paulista “Último chá”, de David Kullock, focaliza um solitário que vive em um velho casarão em demolição.

LeiDuas obras focalizam a lei Maria da Penha: o média-metragem “Silêncio das inocentes”, de Ique Gazzola, e o curta “Maria da Penha: Um caso de litígio internacional”, de Felipe Diniz.

Na programação do festival está, ainda, o filme “Elvis & Madona”, longa vencedor do Prêmio da Associação de Correspondentes Estrangeiros (ACIE) nas categorias melhor ator (Igor Cotrim) e melhor atriz (Simone Spoladore), melhor diretor (Marcelo Laffitte) e melhor filme segundo o júri popular. O divertido enredo acompanha o envolvimento de uma travesti com uma jovem entregadora de pizza.

Já “Batismo de sangue”, dirigido por Helvécio Ratton, trata da participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar brasileira, no fim dos anos 1960.

Homenagem

O grande homenageado deste ano é o brasileiro Eduardo Coutinho, considerado um dos mais importantes documentaristas da atualidade. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade e capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns.

Estão programados o clássico “Cabra marcado para morrer” (1984), “Santo forte” (1999), e “O fio da memória” (1991), mosaico sobre a experiencia negra no Brasil a partir da figura de um artista popular.

A iniciativa conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil, da Sociedade Amigos da Cinemateca e do Sesc. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Exibição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.