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Filme gravado no Amazonas ganha prêmios internacionais antes de sua estreia

“Amazon Adventure” é o primeiro filme brasileiro IMAX e conta a história verdadeira de como a prova para a teoria da evolução de Darwin veio da biodiversidade da Amazônia Brasileira 17/12/2017 às 11:27 - Atualizado em 17/12/2017 às 12:58
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Produção estreou nos Estados Unidos em abril de 2017 (Fotos: Amazon Adventure/Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Gravado na Amazônia, o primeiro filme brasileiro IMAX “Amazon Adventure” ainda nem estreou no Brasil e já ganhou diversos prêmios. A produção - que conta a história verdadeira de como a prova para a teoria da evolução de Darwin veio da biodiversidade da Amazônia Brasileira - conquistou cinco troféus na maior premiação mundial de filmes para telas Gigantes e IMAX, da Giant Screen Cinema Association. A qualidade do trabalho também fez com que ele ganhasse o Hollywood Lumière Awards 2017, prêmio que possui associação com grandes estúdios como a Sony, Paramount, Disney e Dreamworks. 

Na Giant Screen Cinema Association, o filme foi premiado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Cinematografia, Melhor Desenho de Som, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Filme para Educação Continuada. Já no Hollywood Lumière Awards, a produção levou o prêmio na categoria de Melhor 3D em Formato Grande.

Segundo o produtor do média-metragem, Yuri Sanada, esta última premiação (grande prêmio Lumière de Melhor Filme de Formato Gigante, da Hollywood’s Advanced Imaging Society)  tem um gosto especial. “Este prêmio é muito importante para história do cinema, pois é dado a partir de Hollywood, a quem promove avanço nas técnicas cinematográficas, contribuindo para o avanço do cinema", comenta.

Segundo ele, com o prêmio, o Brasil ficará no topo da tecnologia de produção de cinema mundial. "Quem ganha estes prêmios Lumière são profissionais como Martin Scorsese, Ang Lee, James Cameron... então estamos em boa companhia”, celebra o profissional.

História

A produção, que estreia no Brasil em março de 2018, mistura ficção com documentário e conta a história verídica do jovem inglês Henry Walter Bates, que viveu na Amazônia Brasileira de 1848 a 1859 e que virou um especialista em capturar e analisar insetos. Já adulto, veio para o Brasil, onde passou viajando por 11 anos pela Amazônia, acompanhado por um papagaio, um macaquinho, e sua viola. “Henry Bates, ao ler o livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin, conclui que ele tinha a prova para a teoria da origem e evolução da vida na terra. E esta prova viria da Amazônia Brasileira”, conta Yuri.

Sanada destaca que Henry foi ao seu agente em Londres, e revirou as coleções de insetos que não haviam sido vendidos. Ali, ele encontrou uma sequência de borboletas que mostrava claramente que uma espécie copiou uma outra, num fenômeno evolucionalista que ficou conhecido como Mimetismo Batesiano. “Com isto, Darwin recebeu a prova que tanto precisava, e pôde provar que a sua teoria da evolução da vida na Terra, considerada a teoria científica mais importante de todos os tempos, era sólida e correta”, comenta ele. 

Ambientes

Foram usados diversos pontos ao longo do Rio Negro para as locações do projeto: no Hotel Tropical, que cedeu suas dependências para a montagem de um grande cenário da casa de Bates; no Museu do Seringal, que abriu completamente suas portas para o filme. No MUSA também foram gravadas cenas da selva em 3D, com o apoio do Professor Enio, que foi um dos grandes apoiadores do projeto; no CIGS, onde foram construídos dois borboletários e onde abrigaram animais usados no filme; na vila indígena da Comunidade Dessana; e em Presidente Figueiredo na Cachoeira do Santuário.

Sanada explica que os filmes feitos para telas gigantes, das quais as mais famosas estão no sistema IMAX, pertencem aos gêneros mais lucrativos do mundo. Filmes em IMAX possuem qualidade de imagem e som superior às tradicionais. “Isto faz o Brasil entrar em um mercado lucrativo e inédito para nós, e que traz para as produções enorme prestígio, pois são exibições exclusivas nas mais prestigiadas instituições mundiais, como os grandes museus", conta ele.

Estes filmes têm no máximo 45 minutos de duração, porque são transmitidos o dia todo, de hora em hora. "Os filmes ficam em cartaz em média de 3 meses a 2 anos em cada cinema, pois são considerados exibições de museu. Com isto, muitos filmes tem bilheterias milionárias. Os melhores filmes continuam sendo exibidos nos cinemas por até 10 anos ao redor do mundo”, assegura Yuri

Talento nativo

O ator amazonense Begê Muniz é o segundo ator principal do filme, cujo desempenho em português e em inglês foi elogiado pelo produtor Yuri Sanada. Na produção, Begê vive Tando, um personagem nativo da Amazônia. “Na história ele ajuda o personagem principal, que é o Henry Bates, na viagem pela Amazônia, Eles visitam aldeias juntos, passam por algumas dificuldades como um naufrágio,  entre outras coisas. É uma história além de didática: é uma aventura mesmo", pondera ele.

Para Begê, o primeiro desafio das filmagens foi o idioma, por ter tido falas em inglês e em tupi. "Eu já falava, mas o diretor queria perfeição na pronúncia. Esse personagem foi bem interessante, pois tive que aprender a guiar o barco à vela igual ao que era usado no século XIX. A cena mais desafiadora foi quando o Bates fica doente e o Tando o ajuda, pois teve que dar o suporte para ele", comenta. 

Saiba mais

Dirigido por Mike Slee e produzido por Yuri Sanada, o filme é uma coprodução entre a produtora brasileira Aventuras Produções, e empresas do Canadá e Reino Unido. A produção teve o orçamento de 11,5 milhões de dólares, o maior orçamento proporcional já aprovado pela ANCINE. No Brasil os patrocinadores foram a VALE e a FOXCONN Brasil. No Amazonas, a produção recebeu apoio do governo do Amazonas e das prefeituras de Manaus e Pres. Figueiredo.

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